Anvisa defende uso de máscaras para barrar chegada da varíola dos macacos no BR

Anvisa defende uso de máscaras para barrar chegada da varíola dos macacos no BR

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 24 de Maio de 2022 às 13h45
Chalabala/Envato Elements

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou, nesta terça-feira (24), que as medidas de proteção contra a covid-19, como uso de máscaras e o distanciamento social, podem impedir ou adiar a chegada da varíola dos macacos ao Brasil, se continuarem a ser adotadas em aviões e aeroportos. Até o momento, o país não tem nenhum caso suspeito da doença.

"Considerando-se as formas de transmissão da varíola dos macacos, a Anvisa reforça a importância das medidas de proteção à saúde a serem adotadas em aeroportos e aeronaves", explicou a agência em comunicado. Para dificultar a chegada da varíola dos macacos no Brasil, atuar nesses ambientes de tráfego intenso de viajantes pode ser uma importante estratégia de saúde pública. Por causa da pandemia da covid-19, o uso das máscaras ainda é obrigatório dentro dos aviões, exceto na hora das refeições.

Uso de máscaras em aviões pode impedir a chegada da varíola dos macacos no Brasil, segundo a Anvisa (Imagem: Andrew Valdivia/Unsplash)

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os surtos da infecção podem ser controlados, já que o número de casos ainda é restrito. Para isso, é necessário que os países se juntem no rastreio da varíola dos macacos e adotem medidas de quarentena para pessoas contaminadas, como a Bélgica impõe.

Uso de máscaras e distanciamento contra a varíola dos macacos

"Tais medidas não farmacológicas, como o distanciamento físico sempre que possível, o uso de máscaras de proteção e a higienização frequente das mãos, têm o condão de proteger o indivíduo e a coletividade não apenas contra a covid-19, mas também contra outras doenças", lembra a Anvisa comparando as duas infecções virais. Aqui, cabe destacar que ambas são transmitidas a partir do contato próximo entre pessoas

"A Anvisa mantém-se alerta e vigilante quanto ao cenário epidemiológico nacional e internacional, acompanhando os dados disponíveis e a evolução da doença, a fim de que possa ajustar as medidas sanitárias oportunamente, caso seja necessário à proteção da saúde da população", completa a nota.

Na segunda-feira (23), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) anunciou a criação de uma equipe de cientistas para acompanhar a evolução de casos da varíola dos macacos no mundo, especialmente na Europa e nos Estados Unidos. Os especialistas podem recomendar medidas a serem adotadas no Brasil.

Fonte: G1  

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