Anvisa autoriza testes com remédio para câncer para combater COVID-19

Anvisa autoriza testes com remédio para câncer para combater COVID-19

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 19 de Julho de 2021 às 14h40
HalGatewood/Unsplash

Nesta segunda-feira (19), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou os estudos clínicos de um potencial medicamento off-label — quando a indicação da bula é diferente do que se quer tratar — contra o coronavírus SARS-CoV-2. O remédio proxalutamida será testado em pesquisa com 50 voluntários no Brasil contra a COVID-19 leve ou moderada. 

Segundo nota da Anvisa, o estudo clínico da proxalutamida irá avaliar a segurança e a eficácia "na redução da infecção viral causada pelo novo coronavírus e no processo inflamatório provocado pela COVID-19". Fora do contexto da COVID-19, a proxalutamida é um anti-androgênico e seu uso é indicado para pacientes com alguns tipos de câncer, como o de próstata. 

Anvisa autoriza testes com remédio de câncer de próstata para a COVID-19 (Imagem: Reprodução/Seventyfourimages/Envato)

O estudo é patrocinado pela empresa Suzhou Kintor Pharmaceuticals, sediada na China, e será realizado na Alemanha, Argentina, África do Sul, Ucrânia, México, Estados Unidos e Brasil. Nacionalmente, 12 voluntários serão do estado de Roraima e outros 38 de São Paulo.

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Este estudo será de Fase 3, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Dessa forma, não serão todos os 50 participantes brasileiros que receberão a droga. Vale observar que a substância será testada apenas em pacientes ambulatoriais do sexo masculino com COVID-19 leve a moderada. 

Anvisa autoriza estudo com a terceira dose da AstraZeneca

Ainda nesta segunda, a Anvisa também autorizou um estudo clínico para avaliar a segurança, a eficácia e a imunogenicidade de uma terceira dose da vacina Covishield (AstraZeneca/Oxford) em participantes do estudo inicial, ou seja, naqueles voluntários que já haviam recebido as duas doses do imunizante contra a COVID-19, com um intervalo de quatro semanas entre as aplicações.  

Fonte: Anvisa  

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