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Antidepressivo pode ajudar a combater o câncer

Por| Editado por Luciana Zaramela | 23 de Janeiro de 2024 às 14h22

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Jeshoots/Pexels
Jeshoots/Pexels

Em novo estudo publicado na revista científica Frontiers in Pharmacology, pesquisadores chineses apontaram que um antidepressivo chamado cloridrato de ansofaxina tem o potencial para restaurar a capacidade do corpo de combater determinados tipos de câncer.

Em combinação estratégica com medicamentos antitumorais, o antidepressivo mostrou a capacidade de inibir o crescimento de células cancerígenas do cólon, fortalecendo o sistema imunitário e induzindo uma forma de morte celular. Por enquanto, a fórmula foi testada apenas em roedores.

De qualquer forma, o estudo mostra que o antidepressivo melhorou algumas células chamadas CD8+T, responsáveis pela resposta imunitária anticancerígena. Os roedores do estudo também mostraram aumento de células de defesa do sistema imune (que reconhecem as células estranhas ao organismo) no baço e no tumor, o que culminou na inibição do crescimento do câncer.

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No estudo, a equipe conseguiu eliminar completamente os tumores de 20% dos roedores e ainda produzir imunidade a longo prazo.

"Há evidências convincentes de que a depressão suprime a resposta imune antitumoral, promove a progressão do câncer e inibe a eficácia da imunoterapia contra o câncer. Compreender os efeitos da terapia combinada com antidepressivos pode ajudar a projetar novas estratégias para a imunoterapia contra o câncer", diz o estudo.

Antidepressivos contra o câncer

Estudos recentes lançam luz sobre o potencial de antidepressivos contra o câncer. Nesse último estudo, os pesquisadores ressaltam que o que diferencia o medicamento de outros antidepressivos é sua abordagem tripla para combater a depressão: não apenas inibe a recaptação da serotonina, mas também retarda a recaptação da norepinefrina e da dopamina.

A ideia do antidepressivo em questão também é poupar o paciente de efeitos colaterais desagradáveis que acompanhavam outros medicamentos semelhantes. De qualquer forma, os próprios pesquisadores reconhecem que o seu papel na imunoterapia contra o câncer ainda é praticamente desconhecido, o que deve levar a futuros estudos.

Fonte: Frontiers in Pharmacology, Translational Psychiatry