Com poucos vacinados, África recebe doações de imunizantes contra COVID-19

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 16 de Julho de 2021 às 14h35
_Tempus_/Envato

Até o momento, 39,78 milhões de pessoas receberam pelo menos uma dose da vacina contra o coronavírus SARS-CoV-2 em toda a África, segundo a plataforma de dados Our World in Data. Por outro lado, o continente abriga 1,12 bilhão de indivíduos, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Diante da emergência da COVID-19, países africanos recebem doações de imunizantes para diminuir a desigualdade no acesso à vacinação. 

Através do programa COVAX Facility, os Estados Unidos devem doar 25 milhões de doses de vacinas contra a COVID-19 para 49 países do continente. Nesta sexta-feira (16), foi anunciado que as doações beneficiarão, inicialmente, os países Burkina Faso, Djibouti e Etiópia. Ainda não há uma data para o recebimento dos imunizantes. Esses países receberão quase um milhão de doses do imunizante da Janssen (Johnson & Johnson), de dose única. 

Quer ficar por dentro das melhores notícias de tecnologia do dia? Acesse e se inscreva no nosso novo canal no youtube, o Canaltech News. Todos os dias um resumo das principais notícias do mundo tech para você!

Países africanos recebem doações de vacinas contra a COVID-19 dos Estados Unidos (Imagem: Reprodução/Nelsonart/Envato Elements)

"Em parceria com a União Africana e a COVAX Facility, os Estados Unidos se orgulham de doar 25 milhões de vacinas contra a COVID-19 para 49 países africanos. A administração Biden está empenhada em liderar a resposta global à pandemia, fornecendo vacinas seguras e eficazes para o mundo”, afirmou Gayle Smith, porta-voz do governo norte-americano, em comunicado.

Aumento da COVID-19 na África

Na semana passada, o continente africano registrou um aumento de 43% no número de óbitos registrados em decorrência da COVID-19. Além disso, há o aumento no número de casos e de internações hospitalares. Inclusive, alguns países já enfrentam falta de oxigênio e de leitos de UTI, segundo relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), na quinta-feira (15). 

Neste cenário, a vacinação contra o coronavírus deve ser prioridade para o controle da pandemia. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, que é etíope, defende a meta de que pelo menos 10% das pessoas mais vulneráveis ​​em todos os países, como profissionais de saúde e idosos, sejam imunizados até setembro deste ano.

Fonte: Com informações: Reuters  

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.