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Cão-robô russo dispara metralhadora em teste

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 25 de Julho de 2022 às 12h31

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Reprodução/Twitter
Reprodução/Twitter

Um robô cão fuzileiro chamou a atenção das pessoas em um vídeo viralizado na internet nesta segunda-feira (25). O conteúdo aparentemente teria sido produzido na Rússia e muita gente se pergunta se a máquina seria usada na guerra contra a Ucrânia, o que daria uma vantagem para adentrar em áreas perigosas sem colocar os soldados de carne e osso em risco.

O modelo Go1 é fabricado pela companhia chinesa Unitree Robotics, sediada em Hangzhou, e custa cerca de R$ 15 mil. No vídeo, o cachorro robotizado atira várias vezes e parece capaz de atingir alvos com boa precisão.

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É possível notar o manejo das armas em dois modelos diferentes: semiautomático, com tiros cadenciados e individuais, e o burst fire, que atira várias balas ao mesmo tempo. O cachorro parece ter dificuldade com o recuo da arma quando muitos tiros são dados, mas mantém boa estabilidade nos tiros mais espaçados.

Aparentemente, o conteúdo seria uma espécie de teste de campo para avaliar o desempenho do robô como integrante das forças especiais do Kremlin. Se for verdade, trata-se da primeira incursão oficial de um cão robô na infantaria.

Uso de cachorros robôs em guerras

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Os modelos mais famosos são fabricados pela Boston Dynamics e capazes de atuar como dançarinos em desafios contra o BTS (vídeo acima), agentes de segurança ou executadores de tarefas rotineiras em fábricas. A companhia não permite o uso como arma, mas possibilita o uso em áreas de conflito para localizar e desamar minas terrestres ou lidar com explosivos não detonados.

Já esse modelo chinês aparentemente não teria restrições similares. Além disso, com um baixo custo de compra, poderia se tornar um grande aliado das superpotências em conflitos armados, preservando vida de soldados.

Usar robôs em guerras é um temor antigo e poderia ter efeitos terríveis em uma guerra entre humanos. As máquinas poderiam ser blindadas contra balas comuns, não se cansam, dispensam alimentos e ainda poderiam ter uma precisão incomparável. Seria uma vantagem imensa e totalmente desleal que acirraria ainda mais as diferenças entre as potências armamentistas, como EUA e Rússia, e as demais nações.