CEO do YouTube compartilha carta aberta sobre a redução de conteúdo ofensivo

Por Nathan Vieira | 28 de Agosto de 2019 às 17h35
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Já deu para notar que o principal foco do YouTube atualmente tem sido a redução de conteúdo ofensivo. Apesar de ter protagonizado recentemente uma polêmica em torno da parcialidade da empresa, em que funcionários deram uma entrevista anônima para o The Washington Post revelando que a equipe acaba "fechando os olhos" quando youtubers muito famosos descumprem as regras, a plataforma de vídeos tem anunciado planos de encerrar anúncios em vídeos voltados ao público infantil e, mais recentemente, de remover todo o conteúdo violento destinado a crianças, em prol de uma navegação mais segura para os pequenos. Essa intenção ganhou ainda mais fôlego nesta quarta (28), com uma carta aberta da própria CEO da empresa, Susan Wojcicki.

Todo trimestre, Susan Wojcicki compartilha uma avaliação dos pontos altos e baixos do período. Dessa vez, no entanto, a executiva resolveu mandar o papo reto para os criadores de conteúdo, explicando o porquê da redução do conteúdo ofensivo e incentivando vídeos de qualidade.

A carta aberta, intitulada Preservando a transparência através da responsabilidade, já começa direta: "O YouTube foi criado sob a premissa de ser uma plataforma aberta. Com base nisso, criadores de conteúdo como vocês estão contribuindo para uma economia criativa próspera. A política de discurso de ódio e a política de assédio, que serão lançadas em breve, são nossas atualizações mais recentes". E é nesse clima que Susan prossegue: "Pessoas mal-intencionadas tentarão explorar plataformas em benefício próprio, mesmo com nosso investimento em sistemas para impedi-las. Quanto mais problemas surgem, mais as autoridades, a imprensa e os especialistas questionam se uma plataforma aberta é algo útil ou até mesmo viável".

Susan Wojcicki, CEO do YouTube

A CEO da empresa enaltece os vídeos que são informativos e, por mais que bem-humorados, agregam coisas na vida das pessoas, como o canal Tourettes Teen, que gera conscientização sobre como é viver com a síndrome de Tourette. "Os vídeos informativos, alegres e bem-humorados conquistaram fãs em todo o mundo e permitiram que outras pessoas nessa condição, que pode levar ao isolamento, soubessem que não estão sozinhas", Susan afirma. Ela ainda diz que a prioridade número um da plataforma de vídeos é garantir uma comunidade responsável.

Susan também declara que o conteúdo problemático representa menos de um por cento do conteúdo do YouTube, mas que isso gera grande impacto. Ela ainda menciona a polêmica envolvendo a empresa fechando os olhos para os youtubers muito famosos que quebram as regras: "Existe uma teoria que diz que hesitamos em tomar medidas com relação ao conteúdo problemático porque ele nos daria benefícios comerciais. Isso é completamente falso. Na realidade, em longo prazo, o custo de não tomar as medidas necessárias é a perda da confiança dos usuários, de anunciantes e de vocês, nossos criadores de conteúdo. Queremos merecer essa confiança".

A executiva termina apresentando as ações do YouTube em busca de uma comunidade responsável. Basicamente, a remoção de conteúdo que viola as políticas o mais rápido possível, a recomendação de vozes confiáveis quando as pessoas buscam notícias e informações, a redução da disseminação de conteúdo que está no limite da conformidade com a política da empresa e a definição de critérios mais rigorosos para os canais que podem gerar receita no site, com recompensas aos criadores qualificados e confiáveis. "É nosso trabalho encontrar o equilíbrio ideal entre abertura e responsabilidade para que as futuras gerações de criadores de conteúdo e usuários garantam o futuro da plataforma", ela encerra.

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