YouTube vai remover vídeos violentos destinados a crianças

Por Nathan Vieira | 26 de Agosto de 2019 às 09h37
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Desde o início da semana passada, os reguladores da Federal Trade Comission (agência independente dos Estados Unidos que investiga o desvio de patentes e direitos autorais) estão atrás do YouTube por causa da Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças. Na última terça-feira (20), a plataforma de vídeos divulgou seu plano de encerrar anúncios em vídeos voltados ao público infantil. Já na sexta (23), ela anunciou que vai remover todo o conteúdo violento voltado para crianças.

Antes, o YouTube restringia a idade desses vídeos, mas agora está investindo mais para que a plataforma seja um lugar mais seguro para o público infantil. A empresa diz que vai começar a reforçar a aplicação desta nova política nos próximos 30 dias, para dar aos criadores uma chance de se familiarizarem com as novas regras.

Quem violar a política vai ter o conteúdo removido. O YouTube recomenda que os criadores de conteúdo verifiquem as diretrizes do YouTube Kids (aplicativo de vídeo desenvolvido pelo YouTube unicamente para as crianças) se quiserem alcançar o público em questão com os vídeos. Além disso, ela também recomenda que os criadores tenham certeza de que suas descrições e tags estejam direcionadas a essa audiência para evitar empecilhos.

Vídeos marcados como "para crianças" que apresentam desenhos que envolvem atividades violentas ou perturbadoras, além de temas maduros como sexo, violência e morte, são alguns exemplos de conteúdo ofensivo. Faz alguns anos que a empresa luta para moderar vídeos voltados para crianças, mas isso tomou fôlego nos últimos seis meses.

O algoritmo de recomendação do YouTube recebeu críticas porque não leva em conta a natureza do conteúdo que está recomendando e acaba direcionando os usuários a conteúdos violentos. Outra questão é que os vídeos com crianças tendem a ter desempenho maior na plataforma, então os algoritmos recompensam os criadores que usam tags e descrições adequadas com métricas de visualização e mais remuneração.

Fonte: The Verge

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