Alex Jones, do InfoWars, tem suas contas no YouTube encerradas pela plataforma

Por Ares Saturno | 06 de Agosto de 2018 às 21h20
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Alex Jones fundou, em 1999, o site voltado a compartilhamento de teorias da conspiração InfoWars. Nele, além de expressar ideias pouco convencionais, como a afirmação que o próprio governo dos EUA teria arquitetado o atentado de 11 de setembro, o teórico da conspiração defendia que se perseguissem pessoas transexuais ou muçulmanos, chegando a ter o canal no YouTube suspenso por postar vídeos de conteúdo violento contra crianças, em 24 de julho de 2018.

No dia 30 de julho, mais más notícias para Jones e para o InfoWars: sob alegação que estaria difundindo discursos de ódio, suas contas foram suspensas no Facebook e quatro de seus vídeos mais famosos foram excluídos do YouTube, onde ficou proibido de fazer transmissões ao vivo por 90 dias.

No último domingo (5), outro revés: a Apple decidiu remover cinco dos seis podcasts de Jones e do InfoWars do iTunes e do app Podcasts, alegando que as publicações feriam as regras da plataforma por reproduzir discursos de ódio.

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Alex Jones, embora bloqueado de fazer novas publicações no YouTube, continuou utilizando outras plataformas para dar continuidade às suas ideias de perseguição a muçulmanos e pessoas transexuais. Tal recusa em parar de reproduzir discursos de ódio fez com que o YouTube optasse por excluir as contas de Jones, informando em um comunicado que o responsável pelo InfoWars havia violado seus termos de serviço e diretrizes da comunidade. "Quando os usuários violam essas políticas repetidamente, como nossas políticas contra o discurso de ódio e assédio ou nossos termos que proíbem a violação de nossas medidas de fiscalização, encerramos suas contas".

A decisão do YouTube vem depois de muitas acusações de terem permitido que, em nome da liberdade de expressão, pessoas como Jones, que incitam que se pratique violência contra grupos oprimidos, tenham cada vez mais seguidores em seus canais. Em entrevista ao The Washington Post, Jones falou uma série de alegações complicadas de entender que soavam como ameaças genéricas, como, por exemplo, "vocês estão do lado errado da mídia tradicional" ou "vocês venderam o país, e agora pagarão por isso".

Fonte: The Verge

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