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Saiba qual HQ redefiniu o Homem-Aranha, mas foi odiada por Stan Lee

Por| 08 de Fevereiro de 2024 às 15h19

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Marvel Comics
Marvel Comics

De sua primeira aparição, em Amazing Fantasy #15, publicada em 1962, até Spider-Man #121-122, de 1973, o Homem-Aranha tinha um padrão de histórias sem grandes reviravoltas. O status quo clássico de herói trágico e solitário ainda não era parte do que basicamente é o Peter Parker que conhecemos há décadas. E a reviravolta que o redefiniu aconteceu em uma história que o cocriador Stan Lee confessou ter odiado anos depois.

Depois de um grande salto de popularidade na chamada Era de Prata dos Quadrinhos, durante a onda sci-fi de histórias do começo dos anos 1960, as mudanças comportamentais, geopolíticas e culturais ao longo de quase duas décadas também afetaram o mercado de HQs de super-heróis. E, já perto dos anos 1980, as tramas mais inocentes e superficiais começaram a mostrar certo desgaste.

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Assim, no final dos anos 1970, os leitores exigiam mais profundidade psicológica dos personagens. E isso começava a se traduzir em mostrar o lado mais falível e humano dos heróis. Em uma entrevista de outubro de 1978 para o The Comics Journal, Stan Lee, quando ainda estava com 56 anos, abriu o jogo sobre as mudanças que aconteceram na Marvel Comics desde sua saída como escritor regular de vários títulos da editora, em 1972. 

E foi aí que ele revelou a história que mais odiou. 

Qual história em quadrinhos Stan Lee odiou?

Já perto dos anos 1980, vários personagens começaram a ser atualizados para uma nova geração de leitores, como o Capitão América. E, quando questionado sobre isso, Lee acabou abrindo o coração: “Odeio quando as pessoas mudam as origens e as várias pequenas instituições e truques que dei a esses personagens e histórias. Odiei quando [o roteirista Gerry] Conway matou Gwen Stacy em Homem-Aranha. Odiei isso."

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A chocante morte de Gwen Stacy é provavelmente o evento mais significativo na história do Homem-Aranha até hoje. Primeiro porque o Duende Verde, seu maior inimigo, descobriu sua identidade secreta. Segundo, por usar o amor da vida de Peter Parker como isca para abalar seu oponente — veja bem, estamos falando de sequestro e chantagem emocional pesada para destruir emocionalmente um dos personagens mais ensolarados dos quadrinhos.

A morte brutal de Gwen, que teve seu pescoço quebrado devido à própria teia que deveria ter poupado sua vida, transformou completamente a vida de Peter Parker e decretou o início da Era de Bronze dos Quadrinhos.

Foi a partir daí que as histórias do Homem-Aranha tomaram um rumo mais sombrio e transformaram Peter no herói solitário e angustiado, sempre se sentindo culpado, que vemos até hoje — um grande contraste em relação à abordagem sempre otimista e esperançosa do personagem até então. Na época, para muitos, foi como se Lois Lane tivesse sido morta em uma história aleatória do Superman.

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O Homem-Aranha começou a agir de forma mais protetora, e passou a lutar ainda mais para salvar seus entes queridos, mesmo que isso significasse perder partes de si mesmo. E, embora o herói tenha perdido parte de sua inocência, o fato de ele se sacrificar e não se corromper, mesmo ao custo de sua solidão, passou a fazer parte de seu amadurecimento e de sua personalidade primordial.