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DC transforma seus próprios problemas de continuidade em aventuras nas HQs

Por| 16 de Maio de 2024 às 15h01

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DC Comics
DC Comics

Em algum momento durante a trajetória de Grant Morrison frente aos títulos do Batman, alguém chegou a me perguntar: “Tenho que ler 800 edições da revista Batman para entender isso?”. A resposta foi: “Tem”. Isso porque o Multiverso DC tem uma das continuidades mais confusas da cultura pop, e os próprios fãs sabem disso. Agora, uma nova HQ promete se aproveitar desses problemas.

É comum em toda editora vermos personagens sendo regularmente excluídos, reinventados ou totalmente substituídos por alguém com o mesmo nome. E, na DC Comics, isso acontece com muito mais frequência, principalmente por conta das “famílias” e “legados”, que costumam trazer vários heróis e vilões com características e apelidos parecidos.

A continuidade da DC sempre mudou caoticamente, especialmente desde a Crise nas Infinitas Terras Infinitas, de Marv Wolfman e George Pérez, em meados dos anos 1980. Foi por conta desse evento que fica mais fácil compreender o fato de o Batman e o Superman seguidos pelos fãs atualmente não serem os originais da década de 1930. 

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Só que, logo depois de Crise nas Terras Infinitas, o multiverso destruído em torno de uma única Terra retornou em Crise Infinita. O evento Ponto de Ignição deu origem ao reboot Novos 52, que, em seguida, teve tudo revirado de volta em Renascimento… e assim tem sido a cada dois anos, basicamente.

Ou seja, seguir um personagem ao longo de tanta continuidade retroativa pode dar até dor-de-cabeça, principalmente se for algum herói ou vilão obscuro. E, agora, a própria DC tem uma solução interessante para isso no gibi Outsiders.

Aventuras na continuidade ruim

Os Outsiders costumam, como o próprio nome indica, ser formados por “renegados” entre os heróis e vilões, em um grupo de anti-heróis realizando tarefas que não costumam ser divulgadas e que muito sequer ficam sabendo.

A atual equipe é formada por Batwoman e Batwing (Luke Fox), dois personagens do núcleo do Batman; e a Baterista, uma misteriosa personagem que talvez tenha ligação com o Baterista do grupo Planetary. A missão dessa equipe é “descobrir os segredos do Multiverso DC” como uma espécie de “arqueólogos do desconhecido” — assim como era Planetary.

Na atual edição, em Outsiders #9, o grupo encontra a chamada “Cidade Perdida do Cânone”. “A jornada dos Outsiders através e fora do multiverso continua! Bem abaixo da realidade, duas cidades seguem filosofias diametralmente opostas. Uma é construída a partir de legado, continuidade e ordem; e o outra nasce de inovação, reinvenção e caos. Entre o delicado equilíbrio das suas narrativas está a nossa história – bem como a chave para a mudar. Fazer isso poderia comprometer o Universo DC como o conhecemos… então, quem está planejando fazer exatamente isso?”, diz a sinopse.

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Ou seja, tudo leva a crer que todos os personagens esquecidos pela DC nos últimos anos, devido a problemas de continuidade, talvez tenham suas histórias finalmente resolvidas pelos Outsiders. Uma maneira interessante de lidar com as “sobras” de retcon, não? Veremos como isso vai se desenrolar ao longo das edições.