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O que é e como funciona um filtro de linha?

Por| Editado por Wallace Moté | 30 de Março de 2024 às 13h00

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Divulgação/Ragtech
Divulgação/Ragtech

Filtros de linha estão entre os produtos mais necessários em domicílios, principalmente por conta do aumento na quantidade de produtos que precisam de uma tomada para funcionar. Por isso, é importante saber o que é exatamente este dispositivo, como ele funciona e qual o modelo certo de acordo com as necessidades de cada pessoa.

Assim como o nome pode sugerir, o filtro de linha é um equipamento que tem o objetivo de filtrar uma eventual oscilação de energia elétrica, que pode ocorrer por conta de descargas elétricas, manutenções ou outros tipos de distúrbios na rede. Sem o uso do filtro, equipamentos importantes estarão sujeitos a danos, com prejuízos que não costumam ser cobertos por garantia.

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Por conta de seu funcionamento e visual, o filtro de linha costuma ser chamado no vocabulário popular de “extensão”, ou “régua”. Contudo, é importante ter em mente que o diferencial do filtro é justamente essa capacidade de proteger os aparelhos que estão plugados nele, algo que nem todo dispositivo com visual similar pode oferecer.

Como funciona um filtro de linha

Em geral, o processo de funcionamento de um filtro de linha é relativamente simples. Caso seja detectado um aumento de tensão na rede, o fusível cortará a passagem de corrente elétrica, enquanto o disjuntor interrompe o fluxo para oferecer proteção contra surtos elétricos.

Os filtros de linha também possuem a função de evitar interferências na rede elétrica — por exemplo, naqueles casos quando um equipamento como um liquidificador é ligado, e isso causa picos de energia na casa toda.

O filtro de linha tem uma chave disjuntora — ou seja, uma peça que se assemelha ao interruptor de parede —, e serve para ligar ou desligar o fluxo de energia. Isso pode ser bastante útil em contextos como o de uma tempestade, em que é mais fácil desligar o filtro do que tirar tudo da tomada.

Já o fusível fica na parte interna, que é uma espécie de “elo” entre a corrente presente na rede elétrica e o que será repassado aos produtos. Se essa “ponte” for cortada — ou seja, se o fusível queimar por alguma sobrecarga —, a ligação é interrompida e não há chance de os aparelhos eletrônicos sofrerem danos.

Além destas peças em comum, os diferentes filtros de linha podem ser comercializados em distintos tamanhos e estilos. Eles costumam ter camadas compatíveis com adaptadores de dois ou três pinos, e alguns modelos ainda contam com entradas USB que podem conectar um cabo de celular diretamente.

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Como escolher um filtro de linha?

Normalmente, os filtros de linha mais avançados possuem proteções relativamente similares contra casos de sobrecarga ou curto-circuito na rede, e na hora de escolher o modelo mais adequado é preciso se atentar a algumas características técnicas.

Isso inclui a capacidade da corrente, medida em amperes (A). Em geral, tomadas de 10 amperes são as mais comuns entre filtros de linha, e são mais recomendadas para produtos como TVs ou computadores, entre outros itens.

Outros aspectos que precisam ser considerados incluem a potência máxima, que precisa ser maior em comparação com a soma da potência de todos os produtos a serem utilizados com o filtro. Essa conta também precisa levar em consideração as diferenças de voltagem em regiões que operem em 127 ou 220 V.

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A quantidade de tomadas também precisa atender às determinadas necessidades, assim como o espaçamento entre elas — uma fonte de alimentação grande pode “bloquear” uma tomada se ela for muito próxima à outra, por exemplo.

Finalmente, é importante conferir se o filtro tem a devida certificação do INMETRO, já que se tratam de dispositivos de segurança que podem causar danos graves caso apresentem falhas.

Filtro de linha serve para qualquer produto?

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Em teoria, filtros de linha são menos recomendados para produtos cuja utilização de energia é mais intensa, como aquecedores, geladeiras, fornos elétricos e afins. Afinal, eles podem sobrecarregar o filtro, causando queima do fusível ou outros danos mais extensos.

No entanto, existem modelos mais avançados com tomadas de 20 amperes, que se destacam justamente por oferecer maior segurança para eletrônicos mais robustos. Afinal, eles estão menos sujeitos a problemas como incêndios ou explosões quando usados com os equipamentos eletrônicos maiores, mantendo os ambientes livres de acidentes.

Um erro comumente cometido é o uso de duas extensões ao mesmo tempo, já que esse hábito também pode sobrecarregar o fio e até mesmo derreter as partes plásticas. Mesmo que os filtros de linha costumem oferecer camadas extras de segurança, eles também devem ser usados apenas da forma que foi projetado — ou seja, nada de conectar um filtro em outro filtro!

Alternativas mais avançadas em comparação com o filtro de linha incluem os nobreaks, que se diferenciam por terem a capacidade de manter o fluxo de energia mesmo que a luz caia — servindo, portanto, como uma espécie de “mini gerador”, o que pode ser útil em regiões com quedas frequentes ou para manter eletrônicos críticos em funcionamento contínuo.

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Fonte: LifeHacker, Secure Home Hero, GagTheSurge