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iPhone 15 após 5 meses de uso | O que melhorou e piorou no celular?

Por| Editado por Léo Müller | 14 de Fevereiro de 2024 às 10h00

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Ivo Meneghel Jr/Canaltech
Ivo Meneghel Jr/Canaltech

O iPhone 15 foi lançado em 2023 trazendo ajustes mais interessantes no visual e desempenho, se tornando um upgrade mais plausível do que o iPhone 14. Nós já analisamos o dispositivo na época do lançamento, mas voltamos a falar dele após 5 meses, com o intuito de ajudar você a perceber se houve ou não evolução na experiência de uso ao longo desse tempo.

O iPhone 15 é o primeiro celular compacto da Apple a contar com entrada USB-C, uma alteração bem-vinda para a usabilidade. Ao longo de três meses, eu usei o aparelho como meu celular principal, e direi se vale a pena comprar o celular da Maçã para uso a longo prazo.

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Design, construção e tela

O design do iPhone 15 foi uma das principais mudanças que a Apple fez no aparelho, ao ponto da marca fazer questão de destacar isso no seu lançamento. Agora, o produto tem o “Dynamic Island”, o mesmo entalhe (ou notch) presente na linha mais avançada desde o iPhone 14 Pro.

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Como vantagem, a tela ficou mais bem mais agradável no uso diário, já que o recorte se ajusta ao sistema, ficando em formato de pílula, retângulo, por exemplo, conforme a utilização e o aplicativo. O aproveitamento frontal também está maior, e a diferença é nítida no dia a dia, pois a “Ilha Dinâmica” fica quase imperceptível.

Seu corpo segue com a construção vista nas gerações anteriores, com a traseira em vidro e as laterais em alumínio. No geral, o design do iPhone 15 me agrada, mesmo sendo compacto, mas tenho um pouco de receio de usá-lo sem capa, pois é escorregadio.

Porém, a maior novidade desta geração foi a chegada da porta USB-C substituindo o Lightning. A mudança permite a sua recarga e a compatibilidade com diversos acessórios, como Hub USB e periféricos. A experiência foi interessante, pois consegui usar o meu teclado sem fio direto no celular, apenas conectando o dongle ao aparelho.

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A tela Super Retina XDR OLED de 6,1 polegadas tem brilho e nitidez agradáveis para o meu gosto pessoal. Entretanto, a falta de uma frequência maior que 60 Hz me incomodou, apesar das animações do iOS “maquiarem” bem a taxa de atualização mais baixa — na minha opinião, já passou da hora da Apple fornecer 120 Hz também para o smartphone compacto.

iPhone 15 não tem entrada para chip

Por ser a versão do iPhone 15 comprada nos EUA, a unidade que usei não tem entrada para chip físico. Por isso, não foi possível fazer a conversão dos meus chips de operadora para eSIM pelo menu de configurações do smartphone — mas na versão nacional é possível fazer a transferência.

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Outro ponto é que a operadora que utilizo — TIM — não tinha soluções via aplicativo enquanto o aparelho estava em mãos. Além disso, os planos da TIM, por exemplo, para o uso do eSIM não incluem o programa que aderi há anos, o TIM Beta Lab.

Segundo os atendentes, este serviço seria cancelado após a adesão do chip virtual (eSIM), pois transferiria a minha linha para outro plano pós-pago ou pré-pago.

Para efeito de comparação, somando os 20 GB de internet padrão com os bônus, tenho até 94 GB de conexão para usar mensalmente por R$ 60. No plano Pré-pago TIM Controle Smart 5.0, para eSIM, eu teria apenas 25 GB pagando R$ 78,99. Essa diferença superior a 31% sem vantagens reais me retraiu em experimentar esse novo serviço.

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A única operadora que me ofereceu vantagens atrativas foi a Vivo, permitindo a troca para eSIM diretamente do aplicativo, com mensalidade de R$ 67 por 19 GB no Vivo Controle. No entanto, não fazia sentido eu ter um chip virtual, mesmo que temporariamente, já que eu não tenho interesse em fazer portabilidade do meu número principal para outra operadora.

Para driblar esses problemas com as operadoras, aproveitei a maior vantagem que tenho por trabalhar em regime híbrido: usei o iPhone 15 conectado ao Wi-Fi quase 100% do tempo. Quando não estava com a rede sem fio disponível — na rua, por exemplo —, mantinha um aparelho secundário roteando a internet para ele.

Em restaurantes, no trabalho ou em eventos, sempre me conectava nas redes Wi-Fi locais, e essa “gambiarra” foi uma ótima oportunidade para testar o comportamento da bateria dele nesse tipo de situação.

Desempenho, uso geral e bateria

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Com o Apple A16 Bionic, o desempenho do iPhone ficou dentro do esperado para um celular topo de linha. Os aplicativos abriram sem problemas e os jogos rodaram com fluidez, mesmo com as configurações gráficas no máximo.

Por se tratar de um aparelho com a cadeia de montagem controlada pela Apple, os 6 GB de memória RAM foram suficientes para o uso de multitarefas sem engasgos. No dia a dia, consegui abrir os apps do trabalho e pessoais sem problemas, alternar entre janelas, dentre outras coisas, tranquilamente.

Para mim, que costumo usar smartphones com 256 GB ou mais, me adaptar aos 128 GB do iPhone 15 foi um desafio. Para conseguir lidar com esse espaço “limitado”, mantive as minhas fotos e vídeos no meu iCloud, que tem 50 GB.

O iOS 17 já está na versão 17.4 — porque uso o beta —, e só percebi melhorias com as atualizações do sistema, principalmente na parte de segurança. Com a atualização 17.3, a opção “Proteção de Dispositivo Roubado” me garantiu mais uma camada de segurança no uso do celular na rua.

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Em relação à adaptação ao iOS, no geral, não senti dificuldades. Porém, o sistema da Apple é muito limitado no quesito compatibilidade com outros sistemas — por exemplo, não dá para transferir arquivos via Bluetooth para um Android. Isso limita muito o uso para quem tem os dois sistemas. Mas o Airdrop, que funciona de Apple para Apple, é rápido e eficaz.

Com relação à bateria, a capacidade de aproximadamente 3.349 mAh consegue dar conta do recado. Nos testes feitos durante a análise dele, a autonomia poderia entregar até 19 horas de uso. Porém, após as inúmeras atualizações do sistema após o lançamento, parece que a Apple melhorou a autonomia de bateria do aparelho.

Considerando o meu uso hardcore — jogo, acesso muito o Instagram e uso diversos apps simultaneamente —, consegui mais de 8 horas em tempo de tela. Na prática, isso significa que ele precisaria de apenas uma recarga por dia no celular, ou seja, praticamente 24 horas com o celular longe das tomadas.

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Por outro lado, ao utilizar a “gambiarra” de conexão Wi-Fi que citei acima, notei que o tempo de tela foi reduzido para menos de 6 horas, precisando dar uma recarga adicional no fim da noite.

Com base no histórico negativo dos iPhones compactos no passado, no entanto, considero que o iPhone 15 está muito equilibrado em bateria, demonstrando que pode ser uma alternativa plausível ao iPhone 13.

Câmeras

No geral, as câmeras do iPhone 15 são boas. Ele consegue ser competente para fotografias em diferentes cenários e iluminação. O mesmo vale para vídeos, pois ele ainda é a melhor opção para quem curte fazer Stories no Instagram.

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Depois da última atualização para o iOS 17.4, no entanto, senti que o foco do iPhone 15 ficou com problemas. Para longa distância e média, o foco permanece bom, mas, para fotografar objetos compactos, cujo espaço entre o elemento e a câmera são menores, a foto não fica boa, sempre saindo borrada.

Pode ser você não presencie esse bug nas câmeras quando a versão pública do iOS 17.4 seja disponibilizada para todos, mas não poderia deixar de mencionar esse problema, pois me incomodei bastante.

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Fotos do iPhone 15

O iPhone 15 envelheceu bem após 5 meses?

O iPhone 15 está em uma jornada de envelhecimento positiva. O aparelho está com um ótimo conjunto de configurações para quem deseja comprá-lo para uso a longo prazo. A duração de bateria melhorou consideravelmente desde o lançamento, e isso é ótimo para quem prioriza esse departamento.

Por outro lado, considero que os bugs no sistema, principalmente no app de câmera, podem atrapalhar um pouco a experiência de uso dos impacientes. Afinal, é incômodo ter que esperar que as atualizações consertem algo causado pelo software fornecido pela fabricante ao aparelho.

Considerando que o iPhone 15 chegou ao mercado por R$ 7.300, seu valor atual próximo aos R$ 5.000 demonstra uma queda de 32% em cinco meses. Para este celular valer a pena, seu valor precisa alcançar os R$ 4.500, pois fará dele um ótimo substituto natural do iPhone 13.