Review Redmi Note 8 (2021) | O modelo nostálgico que não faz sentido atualmente

Por Jucyber| Editado por Léo Müller| 25 de Outubro de 2021 às 14h05
Ivo/Canaltech

O Redmi Note 8 é considerado um dos maiores sucessos da Xiaomi entre 2019 e 2020. Após vender mais de 200 milhões de unidades, a empresa chinesa resolveu lançar uma versão comemorativa, denominada Redmi Note 8 (2021).

Dessa forma, o público que não adquiriu o modelo há dois anos tem a oportunidade de ter acesso a uma versão que manteve a carcaça, mas recebeu atualizações no hardware e em tecnologias pontuais. E, mesmo assim, algumas alterações inesperadas podem desagradar quem era fã do modelo intermediário.

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Prós

  • Traseira em vidro;
  • Melhoria no Bluetooth;
  • Melhoria na autonomia de bateria;
  • Versão atualizada do sistema.

Contras

  • Gravações em FullHD (1080p) de baixa qualidade;
  • Mesma do modelo antigo;
  • Câmera de selfies sem upgrades;
  • Câmera ultra grande-angular com distorção;
  • Desempenho sem grandes melhorias.

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Design e construção

O corpo do Redmi Note 8 (2021) é o mesmo da sua versão original. Entretanto, isso não é um demérito para este aparelho. A traseira dele é em vidro, e essa característica o coloca — em termos de design — acima de muitos modelos intermediários comercializados atualmente.

  • Dimensões: 15,8 x 7,5 x 0,84 cm
  • Peso: 190 gramas

Tanto o verso quanto a tela do celular são cobertas em vidro Gorilla Glass 5, e isso dá um pouco mais de segurança em relação à resistência física do smartphone. Porém, para evitar que os mais desastrados causem danos ao material que compõe o design do Redmi Note 8 (2021), a Xiaomi disponibiliza uma capa protetora na caixa.

Redmi Note 8 (2021) (Imagem: Ivo/Canaltech)

Além disso, a marca manteve a coloração degradê no Redmi Note 8 (2021) — nas cores azul e branco — que dá um aspecto mais bonito para o verso do aparelho. Ainda na traseira, é possível encontrar o módulo no qual estão localizadas as quatro câmeras e o flash em LED.

Um ponto positivo desse celular é que essas lentes estão alinhadas verticalmente no canto esquerdo, e isso ajuda a deixar o visual do smartphone mais limpo. Mais próximo da parte central da traseira do Redmi Note 8 (2021) está o leitor de digitais físico. Na lateral, existem apenas duas teclas físicas, sendo a maior para controle de volume e a menor para você desligar o celular.

Conexões

Nas conexões, o Redmi Note 8 (2021) possui na lateral esquerda uma gaveta tripla, que permitirá o uso simultâneo de dois chips de operadora, além de um cartão de memória microSD com o intuito de expandir o armazenamento interno.

Apesar de a Xiaomi não fornecer fones de ouvido na caixa dos smartphones, a empresa mantém a preocupação de dar liberdade aos usuários. Por este motivo, o celular intermediário possui uma conexão 3,5 mm (P2). Assim, é mais fácil utilizar os acessórios sem a necessidade de adicionar adaptadores.

Botões físicos do Redmi Note 8 (2021) (Imagem: Ivo/Canaltech)

Outra entrada física do Redmi Note 8 (2021) é a USB tipo C, que é utilizada para carregar o aparelho ou realizar a transferência de dados ao conectá-lo em um dispositivo compatível (PC ou notebook). Dentre as tecnologias de conexão sem fio, essa versão recebeu um upgrade no Bluetooth, que passou de 4.2 para 5.2.

Essa melhoria na conectividade possibilita o uso de diversos equipamentos controláveis pelo smartphone em simultâneo, bem como reduz o tempo de resposta entre a reprodução e recepção do conteúdo. Além disso, ele conta com Wi-Fi de banda dupla que traz opções de 2,4 GHz e 5,0 GHz, um grande ponto positivo para quem tem acesso a conexões de alta velocidade.

Tela

A tela do Redmi Note 8 (2021) é IPS LCD de 6,3 polegadas com resolução FullHD+ de 2340x1080 pixels. O nível de brilho do visor é bom para o uso contínuo, e essa característica também é uma vantagem para quem está interessado em utilizar o celular em ambientes externos.

Nesse quesito, não existem diferenças em relação ao Redmi Note 8. A nitidez está dentro do aceitável na categoria intermediária, mas ainda existem as limitações de saturação típicas do visor LCD. Já os tons de branco e preto não são tão autênticos quanto os encontrados em telas OLED.

Mesmo assim, o uso do smartphone para assistir a vídeos é tranquilo, e isso demonstra que a experiência de uso não será negativa. O display também tem o entalhe em forma de gota na parte superior central para abrigar a câmera de selfies.

Tela do Redmi Note 8 (2021) (Imagem: Ivo/Canaltech)

No uso diário, a posição notch não influencia na visualização de conteúdo. Entretanto, o fato de o Redmi Note 8 (2021) ser uma versão “atualizada” gerou a expectativa de a Xiaomi colocar somente o furo na tela, assim como está aplicado em intermediários mais recentes da marca, como o Redmi Note 10.

Um grande ponto negativo do display dessa “nova” versão é a fabricante da tela. A unidade testada pelo Canaltech tem como fornecedora do visor a empresa chinesa Tianma, e essa marca possui um histórico negativo nos smartphones da Xiaomi.

No Redmi Note 8 lançado em 2019, por exemplo, aconteceram problemas variados que afetaram a experiência de diversos usuários. Entre esses bugs, os mais comuns foram retenção de tela, toque fantasma, e burn-in.

Por este motivo, ver a Tianma ser escolhida novamente para o Redmi Note 8 (2021) — que é uma versão comemorativa e caracterizada como mega especial para a Xiaomi — cria um alerta em relação à vida útil desse smartphone antes dos problemas crônicos do passado reaparecerem.

Configurações e desempenho

O Redmi Note 8 (2021) tem a interface personalizada MIUI 12 baseada no sistema operacional Android 11. Por isso, grande parte das funcionalidades presentes na versão lançada em 2021 são mais avançadas do que as do modelo de 2019, que foi lançado com o Android 9.

Uma vantagem desses ajustes realizados pela Xiaomi na plataforma é o fato de a fabricante adicionar diversas opções que são melhorias ou complementos do que o Google implementa na versão pura do Android.

No hardware, não houve grandes alterações em relação ao Redmi Note 8, porém, a principal mudança foi na CPU. A plataforma Snapdragon 665 deixou de ser utilizada no modelo Note 8 (2021) para dar lugar ao chipset MediaTek Helio G85.

Essa peça é uma velha conhecida de quem já utilizou outros modelos da Xiaomi, como o Redmi Note 9. Apesar de todas as características de desempenho focadas no público gamer, esse chip traz uma forma de trabalho diferente da vista na plataforma da Qualcomm.

Por este motivo, há um ganho na durabilidade da bateria do Redmi Note 8 (2021). E, em contrapartida, o usuário sentirá uma queda considerável no desempenho geral das câmeras do smartphone intermediário, tanto para fotos quanto para vídeos.

Interface MIUI do Redmi Note 8 (2021) (Imagem: Ivo/Canaltech)

Considerando as opções de SoC mais recentes do mercado mobile, principalmente com foco no uso do celular a longo prazo, seria mais coerente colocar o chipset Snapdragon 720G. Além de ter aprimoramentos por usar uma litografia mais moderna (8 nm), a Xiaomi não precisaria abrir mão de recursos na parte fotográfica do smartphone.

De modo geral, a usabilidade do Redmi Note 8 (2021) é boa. Ele consegue entregar uma navegabilidade rápida e sem travamentos no modo multitarefas. Entretanto, grande parte dos jogos não consegue rodar acima da qualidade média com fluidez.

Em Free Fire, por exemplo, ocorrem algumas quedas inesperadas de frames na configuração gráfica média. Pode ser que essa falta de otimização esteja relacionada ao chip da MediaTek, pois grande parte dos títulos battle royale rodam melhor na plataforma Snapdragon 665.

A versão analisada também conta com 4 GB de memória RAM e 64 GB de armazenamento interno como aliados no desempenho geral. Porém, o relançamento da Xiaomi tem outras duas variações de 3/64 GB e 4/128 GB.

No teste de benchmark realizado no 3D Mark, o Redmi Note 8 (2021) atingiu pontuação consideravelmente próxima do Moto G20 — que tem o chipset Unisoc T700 — e a faixa de pontos ficou muito acima do Moto G9 Plus, com seu Snapdragon 730G. Foram, 720 pontos, 718 pontos e 642 pontos, respectivamente, no Wild Life Unlimited. Em outras palavras, ele tem um bom processamento gráfico.

"O MediaTek Helio G85 tem como foco melhorar o desempenho em jogos e consegue atender grande parte do público que busca games mais básicos que não exploram tanto a qualidade gráfica ou não exigem uma atualização constante de movimentos, como os títulos multiplayer. O fato dele ter um processamento gráfico acima de alguns grandes concorrentes demonstra que o Redmi Note 8 (2021) tem seus méritos."

— Jucyber

Segurança

O Redmi Note 8 (2021) possui algumas alternativas de biometria para desbloqueio do celular. Porém, a principal é o leitor de digitais. Essa opção é bem rápida para o uso diário e tem uma precisão interessante, mesmo para um modelo “requentado”.

O único ponto negativo foi a Xiaomi ter mantido o leitor no verso do celular, pois seria mais interessante ver essa alternativa com foco em segurança na lateral do aparelho.

Câmera

Quando o Redmi Note 8 foi anunciado, o celular tinha um destaque positivo em fotografias. Porém, a alteração do chipset — do Snapdragon 665 para o MediaTek Helio G85 — influenciou diretamente no comportamento em alguns dos sensores no Redmi Note 8 (2021).

Câmera Principal

O sensor da câmera principal do Redmi Note 8 (2021) é de 48 MP e abertura f/1.8. O funcionamento fotográfico dele é bom — considerando os resultados das capturas — e demonstra que o pós-processamento não foi tão afetado pela mudança do chip.

Entretanto, a ausência de saturação pode te fazer recorrer a um editor de imagens antes de publicar a foto. Mas uma alternativa é o uso do modo HDR — aliado com a inteligência artificial — que ajuda a compensar esse desequilíbrio na intensidade das cores.

Apesar de não ser excelente, a nitidez está presente e ajuda a demonstrar que — na câmera principal — o Redmi Note 8 (2021) oferece uma boa experiência fotográfica.

Câmera principal do Redmi Note 8 (2021) (Imagem: Jucyber/Canaltech)

Câmera ultra grande-angular

O sensor ultra grande-angular é de 8 MP com abertura f/2.2. A amplitude de 120° é muito boa para quem gosta de capturar locais mais abertos, e o equilíbrio de cores é satisfatório.

Porém, essa câmera secundária tem um grande defeito por desfocar as laterais das fotos. Esse efeito “blur” distorcido pode desagradar bastante porque não é um elemento adicionado após a edição e afeta qualidade do arquivo bruto.

Câmera ultra grande-angular do Redmi Note 8 (2021) (Imagem: Jucyber/Canaltech)

Câmera macro

O sensor macro é de 2 MP e sofre com a falta nitidez. Por esse motivo, a experiência de uso dessa câmera é abaixo das expectativas de quem já viu esse recurso evoluir em 2021. Por ser uma edição comemorativa, o ideal seria se a Xiaomi adicionasse um sensor de 5 MP.

Câmera macro do Redmi Note 8 (2021) (Imagem: Jucyber/Canaltech)

Modo retrato

O modo retrato é realizado no Redmi Note 8 (2021) pelo sensor de 2 MP. No uso prático, ele falha um pouco em contornos, mas não é tão ruim quanto alguns modelos mais simples, como o Realme C21Y.

Modo retrato do Redmi Note 8 (2021) (Imagem: Jucyber/Canaltech)

Modo noturno

O modo noturno dá uma leve melhoria na iluminação do ambiente, mas falha na nitidez. Além disso, dá para sentir uma alteração na paleta de cores, pois tudo que é branco fica mais esverdeado.

Modo noturno do Redmi Note 8 (2021) (Imagem: Jucyber/Canaltech)

Câmera Frontal

Na câmera de selfies, o Redmi Note 8 (2021) tem o sensor de 13 MP. De modo geral, a qualidade não atenderá muito bem quem tira fotos com frequência, principalmente com foco em redes sociais.

Mesmo com o embelezamento automático desativado, o sistema do celular faz uma “limpeza” na pele, e isso afeta a nitidez das imagens. No modo retrato, o rosto fica mais próximo da realidade, mas os contornos realizados não são precisos.

Utilizando o HDR, as selfies melhoram no contraluz equilibrando a iluminação do ambiente em conjunto com a pele do rosto. Porém, as fotos ficam mais puxadas para os tons de azul, e isso pode desagradar que prefere o formato de uso “fotografa e posta”.

Câmera frontal do Redmi Note 8 (2021) (Imagem: Jucyber/Canaltech)

Vídeo

O maior defeito desse celular está relacionado com a gravação de vídeos, pois o Redmi Note 8 (2021) perdeu o suporte a filmagens na resolução 4K.

Isso significa que o modelo mais recente do intermediário de alta popularidade só consegue gravar em FullHD, sendo 1080p a 30 fps — ou 120 fps no modo câmera lenta—, tanto na câmera principal quanto na de selfies.

A qualidade geral não é boa, e quem gosta de gravar sentirá um nível muito alto de ruídos nos vídeos, mesmo em ambientes com uma ótima iluminação.

Sistema de som

Outra característica que poderia ser melhor no Redmi Note 8 (2021) é o áudio. Assim como o modelo de 2019, esse celular só tem uma saída de som na parte inferior.

Como consequência, o sistema de reprodução do alto-falante é mono. A qualidade de áudio não é boa para quem gosta de ouvir músicas pelo speaker, pois o som usa mais frequências médias, em volumes maiores tem distorção e falta personalidade.

Uma alternativa é utilizar os fones de ouvido para ter um pouco mais de qualidade e elevar a experiência de uso relacionada ao áudio.

Bateria

O Redmi Note 8 (2021) tem bateria de 4.000 mAh, o que oferece uma boa durabilidade no uso contínuo antes de precisar conectar o celular na tomada.

Com a alteração do chipset para o MediaTek Helio G85, o smartphone recebeu como vantagem uma melhoria significativa na autonomia, o que é um grande ponto positivo.

Algo que não mudou entre as gerações foi o carregador, pois a fabricante manteve a tecnologia de carregamento rápido a 18 W. Uma vantagem é que o acessório compatível é disponibilizado na caixa do aparelho.

O Redmi Note 8 (2021) tem um tempo médio de recarga de 2 horas para o celular ir de 0%-100% de bateria. Considerando o avanço no período de recarga dos celulares intermediários, uma elevação no carregamento rápido para 30 W faria uma diferença positiva.

Tirando isso, é notório que a autonomia do smartphone melhorou, e esse é o maior ponto positivo dessa atualização no hardware do aparelho. Com base nos testes técnicos e práticos, dá para ter uma métrica de quão boa foi essa melhoria.

Principais especificações do Redmi Note 8 (2021) (Imagem: Ivo/Canaltech)

No teste de reprodução de vídeos na Netflix por 3 horas via conexão WiFi, e com o brilho da tela do celular em 50%, o Redmi Note 8 (2021) consumiu 20% da capacidade total da bateria. Isso quer dizer que, se o usuário utilizar o smartphone somente para assistir Netflix, conseguirá uma autonomia estimada de 15 horas, um número aceitável para esse tipo de consumo.

Comparando com um smartphone mais recente, essa capacidade de uso é a mesma obtida no OnePlus Nord 2 5G. Essa característica demonstra similaridades entre os aparelhos no que diz respeito ao consumo de bateria.

Outro teste foi o de uso real, com o WiFi ligado o tempo todo, e o brilho da tela em 50%. Nessa simulação como um usuário normal — navegando em diversos aplicativos corriqueiros, redes sociais, usando a câmera, assistindo vídeos e jogando de maneira casual — a autonomia média foi de 8 horas e 57 minutos de tela ligada.

"A troca de chipset no Redmi Note 8 (2021) deu como principal vantagem a melhoria na autonomia de bateria. Para um usuário normal, é possível carregar o smartphone apenas uma vez por dia e utilizar sem medo de precisar de uma recarga extra."

— Jucyber

Concorrentes diretos

O OnePlus Nord 2 5G pode ser considerado um concorrente do Redmi Note 8 (2021). O design do Nord 2 5G é mais moderno e condizente com o que é implementado pelas fabricantes nos smartphones da atualidade.

Apesar de a autonomia de bateria deles ser idêntica no teste técnico, o conjunto geral do smartphone da OnePlus faz mais sentido para o momento de evolução vivido pelo mercado mobile. O desempenho é excelente para um intermediário, e o grande destaque é a tela AMOLED de ótima qualidade.

Mesmo com essas vantagens, o preço é um ponto negativo ao compará-lo com o Redmi Note 8 (2021), pois o OnePlus Nord 2 5G custa — em média — R$ 2,2 mil via importação (sem considerar os impostos), enquanto o modelo analisado pode ser encontrado em varejistas brasileiras por R$ 1,2 mil.

OnePlus Nord 5G é uma boa alternativa ao Redmi Note 8 (2021) (Imagem: Ivo/Canaltech)

Para quem prefere se manter no ecossistema da Xiaomi, o Redmi Note 10 é a melhor alternativa. O modelo que é um dos melhores custo-benefício da empresa chinesa traz diversos aprimoramentos em relação ao Redmi Note 8 (2021).

Começando pela evolução na tela, que agora é Super AMOLED, e a fabricante mudou a fornecedora do display por uma de maior confiabilidade — inclusive a Samsung em alguns lotes —, e isso previne que problemas crônicos dos antecessores se repitam.

As câmeras têm as mesmas configurações técnicas, mas evoluíram bastante. Tanto para selfies melhores quanto para gravações com maior nitidez em resolução FullHD, o Redmi Note 10 é uma ótima opção. Apesar de o preço ser um pouco maior — em torno de R$ 1,5 mil — é interessante analisar a evolução obtida em detrimento de um gasto superior.

Comprar o Redmi Note 10 faz mais sentido do que o Redmi Note 8 (2021) (Imagem: Ivo/Canaltech)

Conclusão

O Redmi Note 8 (2021) foi apresentado ao público como uma versão comemorativa. Ele traz características que eram muito elogiadas no modelo original e recebeu um aprimoramento positivo na tecnologia de Bluetooth para garantir uma experiência de conectividade renovada.

Com a troca do chipset para o MediaTek Helio G85, o desempenho geral não foi tão afetado, e autonomia de bateria recebeu um belo upgrade. Entretanto, o processamento de imagens nessa plataforma não agrada quem já teve contato com o modelo “best seller”.

Redmi Note 8 (2021) (Imagem: Ivo/Canaltech)

Além disso, a remoção do recurso de gravação em 4K demonstra o desequilíbrio entre o que o público esperava ver nesse celular com o que realmente foi entregue. Outro ponto que deixa a desejar nesse aparelho é a tela, que é uma “reciclagem” do Redmi Note 8 e pode influenciar na migração de problemas antigos para a nova geração.

Por estes motivos, acredito que não vale a pena comprar o modelo relançado, mesmo que o preço em torno de R$ 1,2 mil chame a atenção. A Xiaomi já possui uma alternativa mais nova e melhor — o Redmi Note 10 — que faz mais sentido para quem está interessado em um celular intermediário para uso a médio ou longo prazo.

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