Surto de COVID-19 em Taiwan deve agravar crise dos semicondutores

Surto de COVID-19 em Taiwan deve agravar crise dos semicondutores

Por Felipe Ribeiro | Editado por Jones Oliveira | 16 de Junho de 2021 às 10h48
Reprodução/Cristian Ibarra, Pixabay

A crise dos semicondutores deve piorar e vai afetar ainda mais diversos setores da indústria, como eletrônicos e automóveis. Isso porque Taiwan, um dos principais produtores desse tipo de componente no mundo, está em meio ao seu primeiro grande surto de COVID-19, algo que deve se potencializar nos próximos dias e paralisar diversas fábricas no território.

Atualmente, o mundo já sofre com a falta de semicondutores. No Brasil, por exemplo, montadoras como Volkswagen e General Motors já interromperam a fabricação de novos veículos e motores, enquanto empresas como a Ford, em nível global, já pensam em eliminar intermediários e fabricar seus próprios condutores, algo que a Intel, por exemplo, já vem fazendo.

O cenário em Taiwan é grave e vai piorar. Segundo empresas locais, como a King Yuan Electronics (KYEC), muitos funcionários foram diagnosticados com COVID-19 e tantos outros serão testados nos próximos dias. A fábrica foi fechada para desinfecção e outras paralisações ocorrerão. Outras companhias, como a Greatek e a Accton and Foxsemicon, também passaram pelo mesmo problema.

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A General Motors sofre com a falta de semicondutores/ Imagem: Matheus Argentoni/ Canaltech

“Os fornecedores já estão sob grande pressão, já temos quatro meses de prazo de entrega de chips de Taiwan, então qualquer redução adicional na capacidade de fornecimento vai exacerbar a escassez do jeito que está”, disse Olaf Schatteman, especialista em cadeia de suprimentos da Bain, em entrevista ao portal Natural News.

Diante deste cenário, países como China e Estados Unidos já se movimentam para tentar descentralizar a produção de semicondutores. No fim de março, o presidente dos EUA, Joe Biden, defendeu um aporte de US$ 50 bilhões para alavancar a fabricação dos componentes no país como parte de sua proposta de infraestrutura expansiva. A mudança teve apoio bipartidário, inclusive de legisladores republicanos, que apontam que a China também está gastando rios de dinheiro para aumentar sua própria capacidade de fabricação de chips.

Fonte: Natural News

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