Agora é oficial: Fitbit passa a pertencer ao Google

Por Rui Maciel | 14 de Janeiro de 2021 às 20h50
Divulgação

Agora está confirmado: o Google passa a ser o dono oficial da Fitbit, depois de adquirir a companhia em novembro de 2019, pagando US$ 2,1 bilhões. A operação foi aprovada pela União Europeia (UE) no final de dezembro e a gigante das buscas inclui a conhecida marca de dispositivos fitness ao seu portfólio.

James Park, cofundador e CEO da Fitbit, reiterou em um comunicado que a companhia continuaria a fabricar dispositivos que funcionarão tanto com iPhones, quanto com dispositivos Android. Tanto Park quanto Rick Osterloh, do Google, também reiteraram que esse negócio sempre foi sobre "dispositivos, não dados".

Essa última observação é uma "carta de intenções" para a promessa do Google e do Fitbit de manter a privacidade dos dados do usuário no futuro; Park disse que “os dados de saúde e bem-estar dos adeptos dos dispositivos Fitbit não serão usados ​​para anúncios do Google e esses dados serão armazenados separadamente de outros dados de anúncios do Google”.

O que vem por aí?

Não há muitas informações sobre como o novo posicionamento da Fitbit sob a administração do Google. No entanto, há boas chances de que a marca continue a operar de forma independente. Quando o acordo de compra foi anunciado pela primeira vez, Osterloh observou que o negócio era uma oportunidade para a empresa fazer wearables com o selo Made by Google, dando a impressão de que os futuros dispositivos teriam o Wear OS, do próprio Google, como sistema operacional.

No entanto, outras informações a respeito não foram divulgadas. Logo, resta saber se isso significa que o SO do Fitbit será completamente substituído pelo do Google em produtos futuros.

Fitbit Charge 3: marca se manterá independente mesmo comprada pelo Google? (Foto: Fitbit / Divulgação)


De qualquer forma, o Fitbit manteve o seu roadmap de lançamentos. Em setembro do ano passado, lançou fitness watch Sense, um dos mais avançados já desenvolvidos pela marca, com uma série de recursos, como o EDA e sensores de temperatura da pele, bem como um sensor de frequência cardíaca atualizado. O Sense também tem uma duração de bateria muito melhor do que os relógios da Samsung e da Apple. Mas, como nada é perfeito, também é mais lebto ao abrie executar aplicativos em sua interface, além de uma navegação não tão intuititva.

Agora é esperar para ver quanto tempo leva para que a influência do Google comece a aparecer em novos produtos da Fitbit. E torcer para que não ocorra com ela algo que aconteceu com a Nest: também comprada pelo Google, a marca de dispositivos para casas inteligentes deixou de operar de forma independente e virou uma submarca, meio esquecida na divisão de hardware do Google.

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