Saiba como impedir que sites minerem criptomoedas em seu PC sem sua permissão

Por Patrícia Gnipper

Primeiro, descobrimos que um dos maiores sites de torrent do mundo, o Pirate Bay, estava usando o computador dos usuários para minerar moedas virtuais sem seu consentimento. Poucos dias depois, foi a vez da CBS ser flagrada fazendo o mesmo por meio de dois de seus sites de streaming de vídeos. Como essa talvez seja uma nova investida de outros sites por aí, dos quais ainda não tivemos conhecimento, já estamos nos adiantando à possível tendência controversa e, aqui, mostraremos algumas medidas que você, usuário, pode tomar para impedir que suas máquinas sejam usadas para essa finalidade, sem sua autorização.

Extensões específicas

Já existem algumas extensões que você pode instalar em seu navegador para impedir a mineração de criptomoedas. Uma delas é a minerBlock, parecida com a No Coin – ambas disponíveis para o Google Chrome.

As duas extensões funcionam de maneira similar a um bloqueador de publicidade que muita gente já está acostumada a usar, permitindo remover determinados sites da lista de bloqueados caso você deseje usá-lo, mesmo sabendo do risco da mineração não-autorizada.

Vale lembrar que não é tão óbvio assim descobrir que algum site está usando sua máquina para ganhar dinheiro por meio de moedas virtuais. Como não é emitido nenhum tipo de alerta, e essa prática não aciona os antivírus e bloqueadores de malware, a única maneira de o usuário perceber que algo está errado é monitorando o uso da CPU. Se estiver visitando um site e, de repente, o computador começar a ficar estranhamente lento, vale a pena abrir o Gerenciador de Tarefas no Windows, ou o Monitor de Atividade no macOS, para conferir se a página não está consumindo poder de processamento excessivamente. Se estiver, desconfie!

Bloqueadores de JavaScript

Além das extensões desenvolvidas especificamente para bloquear mineradores de criptomoedas, existem extensões que bloqueiam o uso de JavaScript no navegador, já que ele é aproveitado pelos sites para fazer a mineração. Para Firefox existe o NoScript, enquanto uma alternativa para o Chrome é o ScriptSafe. Ambos permitem que o JavaScript seja executado somente em sites que o usuário marcar como confiáveis, como, por exemplo, sites de instituições bancárias e servidores de e-mail online.

ScriptSafe em ação

Mas o que é mesmo o JavaScript? A linguagem de programação começou a ser usada como parte de navegadores para que scripts fossem executados localmente, sem a necessidade de passar pelo servidor. Inicialmente, ela era usada para criar coisas como caixas de alertas em sites na internet, que surgiam quando o usuário passava o cursor do mouse em cima de uma determinada área da página.

Rapidamente, o JavaScript passou a ser usado para uma série de outras funcionalidades, como o recarregamento automático de páginas, o envio de dados em segundo plano sem a necessidade de recarregar todo o site, entre outras ações dinâmicas e interativas. E, como muitos (senão, a maioria) dos sites usam alguma coisa em JavaScript, é preciso saber que, ao bloquear a linguagem por meio de uma extensão instalada no navegador, algumas funções não funcionarão mais com o bloqueador ativado. Entre elas, estão caixas de login e campos de comentários. Ainda, existem sites que são completamente bloqueados só pelo fato de o JavaScript estar inativo.

Ainda assim, vale a pena instalar alguma dessas extensões e ir autorizando pouco a pouco os sites que você tem certeza de que são confiáveis em sua navegação.

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