Site consumidor.gov permite que usuários registrem queixas sobre golpes virtuais

Site consumidor.gov permite que usuários registrem queixas sobre golpes virtuais

Por Dácio Castelo Branco | Editado por Claudio Yuge | 12 de Outubro de 2021 às 13h20
Reprodução/ Sodipress

O site consumidor.gov.br agora permite que os consumidores possam registrar reclamações de problemas virtuais, como vazamento de dados, golpes em redes sociais ou instabilidades da internet, em seu formulário de queixas. A novidade busca auxiliar os clientes na resolução de problemas relacionados aos serviços digitais com mais rapidez e facilidade.

O portal consumidor.gov.br é uma plataforma criada pelo governo do Brasil que permite que os consumidores registrem reclamações sobre empresas registradas no serviço, para uma possível resolução dos problemas sem o envolvimento de terceiros.

As companhias têm um prazo de até 30 dias para responder as queixas registradas no portal. Caso o problema não seja resolvido a partir da plataforma, o cliente pode recorrer diretamente aos canais tradicionais de atendimento presencial do Procon ou ainda à Defensoria Pública, Ministério Público, e outros órgãos integrantes do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor.

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Segundo dados divulgados pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), que é vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, atualmente a plataforma conta com 1.106 empresas cadastradas e quase 4,5 milhões de reclamações registradas, com o índice médio de solução dessas queixas sendo de 78%.

Página do Facebook e do Instagram no consumidor.gov.br (Imagem: Captura de Tela/Dácio Augusto/Canaltech)

A ampliação dos serviços oferecidos no portal, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, responsável pela manutenção da plataforma, se deu por conta do aumento de fraudes e problemas nas redes sociais, cada vez mais presentes no dia a dia do consumidor. Os problemas mais recorrentes nesse cenário, segundo o órgão, são o registro de perfis falsos utilizando dados pessoais, o compartilhamento de dados não autorizados, e a cobrança por produtos e serviços não solicitados.

"A entrada das redes sociais, que ganharam espaço como e-commerce, reforça o foco da Secretaria Nacional do Consumidor no combate às fraudes eletrônicas e anúncios que colocam em risco os dados pessoais e bancários dos consumidores brasileiros, criando mecanismos mais céleres e eficientes para resolução de conflitos", justificou o Ministério da Justiça e Segurança Pública, sobre as novas opções de queixas no portal.

Relação com os problemas do Facebook 

Segundo um levantamento feito pela Senacon, as reclamações de usuários sobre os serviços providos pelo Facebook, como WhatsApp e Instagram, aumentaram 295% de janeiro a julho deste ano, com as principais reclamações dos consumidores dizem respeito a perfis falsos com utilização de dados pessoais, compartilhamentos de dados sem consentimento e cobranças indevidas de serviços não solicitados.

Além disso, o “apagão” do Facebook, Instagram e WhatsApp no dia 4 de outubro, que deixou as plataformas inacessíveis por mais de 7 horas e impactou negativamente lojistas que dependem dos serviços para seus negócios, também pode ter levado a adição desses novos tipos de reclamação para o portal do consumidor.gov.br. Estima-se que, no Brasil, mais de 150 milhões de pessoas usem os serviços do Facebook, o equivalente a 70% da população do país.

Fonte: O Globo, h2foz

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