Pix, TED e DOC: entenda as diferenças entre os sistemas de pagamento

Pix, TED e DOC: entenda as diferenças entre os sistemas de pagamento

Por André Lourenti Magalhães | 21 de Outubro de 2020 às 12h15
André Magalhães/Canaltech

Pix é o nome do mais novo serviço de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil (BC). Com lançamento geral anunciado para o dia 16 de novembro, promete trazer uma grande mudança para as transações financeiras digitais, realizando operações de forma simplificada e rápida. Atualmente, é possível cadastrar suas chaves do Pix nos respectivos bancos e instituições financeiras.

Por ser um método recente, muitas dúvidas são geradas sobre seu funcionamento, especialmente em comparação com DOC e TED, os dois sistemas de pagamento atuais no país. Com o Pix, é possível que esses dois serviços percam espaço. Você sabe as diferenças entre eles? Confira abaixo!

DOC e TED: como funcionam

Os funcionamentos do Documento de Ordem de Crédito (DOC) e da Transferência Eletrônica Disponível (TED) são similares. Em ambos os casos, no Internet Banking, é necessário informar CPF ou CNPJ de quem irá receber o dinheiro, dados da agência e conta bancária, tipo de conta e, obviamente, o valor transferido.

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As diferenças entre os dois métodos estão no limite de valor e no tempo estimado para a conclusão da transferência. Operações em DOC aceitam um valor limite de até R$4.999,99, enquanto o TED não tem limite de valores. Em transferências feitas pelo TED até às 17h de um dia útil, o dinheiro cai na conta do recebedor no mesmo dia. Já no DOC, a transação é finalizada apenas no dia útil seguinte.

Para cada tipo de transferência, as instituições financeiras cobram diferentes taxas – é importante verificar com seu banco qual a melhor opção. Pelo valor ilimitado e com a possibilidade de enviar o dinheiro no mesmo dia, a TED é uma operação mais comum, enquanto o DOC é utilizado em situações sem a urgência de concretizar a transferência e em casos com taxas menores.

Pix, TED e DOC: quais as diferenças?

Áreas dedicadas ao Pix já podem ser encontradas em aplicativos de instituições financeiras, como o Banco do Brasil (Imagem: André Magalhães/Captura de tela) 

Uma diferença já é encontrada na maneira de realizar uma transferência pelo Pix: no lugar dos dados convencionais da conta bancária, o novo método de pagamentos usará chaves. Essas chaves podem ser o endereço de e-mail, o CPF ou CNPJ do usuário, o número de telefone celular ou um QR Code gerado pela plataforma. Portanto, uma transferência poderá ser feita rapidamente usando apenas uma dessas informações.

Outra diferença envolve os prazos para o dinheiro cair na conta do recebedor. Os recursos são transferidos em poucos segundos, finalizando a operação rapidamente. Além disso, não há restrição aos dias úteis: um pagamento pelo Pix pode ser realizado a qualquer hora do dia, em todos os dias da semana. Além disso, notificações são enviadas para quem paga e quem recebe, informando a conclusão da transferência.

Com relação ao valor disponível, o Pix terá valor máximo de acordo com horas do dia por motivos de segurança. Entre 3 de novembro de 2020 e 28 de fevereiro de 2021, o valor máximo será 50% do limite do TED estipulado por cada instituição financeira para a maior parte das operações. A partir de 1 de março de 2021, as transações seguirão os limites do TED ou de compra para cartão de débito.

Você já fez o cadastro das chaves do Pix? Teve algum problema? Comente abaixo!

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Fonte: Banco Central do Brasil

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