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Pix deve liberar transações offline e compras internacionais em 2022

Por| Editado por Claudio Yuge | 20 de Dezembro de 2021 às 16h00

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Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O Banco Central disponibilizou uma lista de novidades que devem chegar ao Pix, plataforma de pagamento instantâneo da instituição, em 2022. A entidade reguladora promete transações sem internet, possibilidade de realizar comprar internacionais e débito automático a partir da ferramenta.

No cronograma inicial do Pix, 2022 marca a reta final dos lançamentos da plataforma, que vem implementando cada uma delas de forma escalonada para evitar possíveis falhas. Porém, não é por ser a fase final de implementação dos recursos iniciais que a agência não colocará mais funções conforme a tecnologia for evoluindo.

Para 2022, as seguintes funções são esperadas:

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  • Débito automático: ainda sem data para o lançamento, essa ferramenta tem como objetivo atender transações recorrentes, como pagamentos de contas de consumo (energia, água ou internet) dos usuários, e terá funcionamento parecido com a versão presente em apps de banco;
  • Transações offline: o Banco Central tem intenção de expandir a utilização do Pix para ambientes que não tenham acesso à internet. Até o momento, a instituição não divulgou maiores detalhes, mas é possível que seja parecido com aplicativos de bancos que podem ser usados sem dados móveis;
  • Transações internacionais: por fim, o BC tem como objetivo conectar o Pix a outros sistemas de pagamentos fora do Brasil para facilitar transações como compras internacionais e remessa de valores ao exterior.

É importante destacar que no projeto inicial da plataforma de pagamentos instantâneos, tanto transações offline quanto internacionais não estavam previstas, com as novidades sendo anunciadas durante o evento que marcou o primeiro aniversário do Pix, em novembro.

Open Banking também terá novidades

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O Banco Central também trará em 2022 novidades para o open banking, sistema lançado em 1º de fevereiro deste ano, que permite maior troca de informações dos dados de consumidores entre as instituições financeiras.

A primeira novidade chega em 15 de fevereiro, e possibilitará que lojistas possam conectar todas as contas de clientes em diferentes instituições para realizar o pagamento de uma compra. Basicamente, essa função eliminará a necessidade de usuários precisassem de vários apps para um simples pagamento, com tudo sendo acessível via um programa a escolha dele.

Essa função, chamada open finance, está disponível desde a última quarta-feira (15) para pagamentos com o Pix, e no ano que vem estará também para outras categorias de transação, como o TED (a partir de 15 de fevereiro), boletos (a partir de 30 de junho) e, por fim, para débitos em conta (30 de setembro)

O compartilhamento de informações sobre produtos de investimentos ofertados e distribuídos no mercado também entraram agora em 15 de dezembro no open banking, embora de forma escalonada. A previsão é que em 30 de maio do ano que vem, dados transacionais dos clientes, como apólices, caso autorizados, comecem a ser compartilhados pelo sistema, aumentando assim as ofertas de contratação destes negócios para os consumidores, a partir de opções personalizadas.

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Fonte: Uol