CEO da McAfee fala sobre futuro da empresa após separação da Intel

Por Redação | 30 de Setembro de 2016 às 18h52
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A McAfee está se preparando para, em breve, reconquistar sua "liberdade": a partir do segundo trimestre do ano que vem, a empresa deverá voltar a ser independente da Intel, após a confirmação de um acordo avaliado em US$ 4,2 bilhões entre sua atual companhia mãe e a TPG, que garantirá o spin off total da firma de segurança.

A Intel adquiriu a McAffe há seis anos, por US$ 7,68 bilhões, mas o plano original de reforçar suas soluções de hardware com melhores ofertas de software e serviços de cibersegurança nunca decolou de fato. Agora, a nova McAfee ficará sob a liderança de Chris Young, um CEO que prevê um futuro otimista para a companhia.

"Hoje, dentro da Intel, nós somos um dos maiores players de cibersegurança. O mercado está se movendo muito rápido. Há muitas mudanças acontecendo. Conforme nós evoluímos nosso negócio, chegamos a conclusão de que a melhor forma de operarmos no marketplace em que estamos focados seria como uma companhia independente", explicou o executivo em entrevista ao Venture Beat.

Para o CEO, mesmo com a independência, a Intel ainda vê valor na McAfee - algo solidificado pelo fato de que a empresa ainda manterá 49% das ações da organização de segurança -, o que deverá garantir bons laços entre as duas empresas, mas ao mesmo tempo permitir a liberdade de operação necessária para o seu foco central em cibersegurança.

Chris Young

Prioridades da nova McAfee estão na entrega de novos produtos e na estruturação da empresa independente (foto: Divulgação/McAfee)

Antes de começar a falar sobre futuros desenvolvimentos da companhia, no entanto, Young coloca duas tarefas como prioritárias para a nova empresa. Em primeiro, continuar a entrega dos novos produtos que já foram anunciados no último Focus, o evento global da companhia onde os principais anúncios são realizados. A McAfee já está trabalhando nisso desde agosto e garantir a entrega de novas tecnologias será essencial para clientes e para o mercado ao redor da empresa.

E, em segundo lugar, levantar uma nova McAfe - algo que devera se arrastar por todo o ano de 2017. Segundo o CEO, a companhia ainda tem uma série de novas soluções a trazer para o mercado, mas a estruturação da organização de forma correta será a garantia para acelerar essa entrega. Isso pode incluir, por exemplo, a vinda de novos talentos para a equipe de 7 mil colaboradores, que devem retomar funções que antes ficavam a cargo de pessoal da própria Intel.

"O mercado, na minha opinião, precisa de um player forte e grande de cibersegurança, capaz de fazer parcerias com organizações e de ser confiável para o consumidor, para entregar a segurança e a proteção que eles precisam conforme a tecnologia evolui e se integra com nossas vidas", comentou. "Esse é o meu comprometimento. Nós seremos os maiores e os melhores".

Fonte: Venture Beat

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