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Bancos brasileiros querem acesso gratuito ao NFC do iPhone, critica Apple

Por  • Editado por Bruno De Blasi |  • 

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Imagem:  naipo.de/Unsplash
Imagem: naipo.de/Unsplash

A Apple enviou um parecer ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e criticou a postura de bancos que exigem que a empresa libere o acesso gratuito à tecnologia NFC, usada para pagamentos por aproximação nos iPhones.

De acordo com documento obtido pelo site Money Times, a empresa afirmou que os bancos têm interesse na tecnologia, mas não querem compensar a Big Tech pelos “investimentos relacionados em pesquisas e desenvolvimento e pelos serviços contínuos”.

Atualmente, o acesso ao NFC é restrito ao ecossistema da companhia e ao Apple Pay para transações financeiras.

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A Maçã cobra taxas para que outras empresas tenham acesso à tecnologia por aproximação, mas afirma que a medida não infringe a competitividade no país e os bancos que defendem o acesso gratuito teriam “interesse econômico direto na redução dos próprios custos".

A nota afirma que os iPhones são equipados com o chip Secure Element (SE), usado para armazenar e processar dados sensíveis para prevenir fraudes, portanto abrir o sistema de NFC para terceiros poderia aumentar o risco de golpes cibernéticos.

Por fim, a empresa ainda alega que o Pix por aproximação (disponível apenas no Android) não é uma “prioridade clara nem uma demanda essencial dos consumidores do Brasil”.

Entenda o caso

O Cade abriu uma investigação em abril do ano passado para apurar possíveis práticas anticompetitivas da Apple no mercado de pagamentos. O inquérito teve contribuição do Banco Central do Brasil, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e da empresa Zetta, que representa instituições como Nubank e PicPay.

A acusação alega que a Maçã não libera o acesso à tecnologia NFC para carteiras digitais de terceiros, concentrando todas as ações com pagamento por aproximação no Apple Pay.

Além disso, a carteira da companhia cobra tarifas para que bancos e outras instituições adicionem seus respectivos cartões por lá — consideradas elevadas pela parte acusadora. O caso ainda está sob investigação do Cade.

Procurada pelo Canaltech, a Febraban reagiu ao comentário da Apple e reforçou uma ideia de acesso amplo e irrestrito às tecnologias de pagamento sem contato. Veja o posicionamento na íntegra:

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"A Febraban destaca a importância de não haver limitações de acesso e custos injustificados à utilização da tecnologia embarcadas em dispositivos móveis que permitam o pagamento sem contato, como é o caso da NFC. Em favor da concorrência, do barateamento de soluções de meios de pagamento e do fomento à experiência dos clientes, o acesso a tais sistemas deve ser amplo e irrestrito possível".

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