Ao sair da Google, Andy Rubin ganhou US$ 90 mi, apesar de polêmica sexual

Por Redação | 25 de Outubro de 2018 às 17h22
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Em 2014, Andy Rubin, o "pai" do Android, pediu demissão da equipe da Google. Na época, Larry Page, então CEO da empresa, declarou publicamente seu apreço pelas contribuições de Rubin ao sistema operacional, que, hoje, é usado em mais de 2 bilhões de dispositivos em todo o mundo. Só que, em 2017, veio à tona a notícia de que Rubin não teria saído da gigante porque queria criar a Essential: sua saída teria sido causada por um escândalo envolvendo um "relacionamento inadequado" com uma funcionária da empresa.

No ano de sua saída, uma das funcionárias da equipe de Rubin registrou uma queixa no RH da Google sobre a situação, que rendeu uma investigação interna, com a companhia encontrando evidências de que o comportamento de Rubin era impróprio para o local de trabalho. A Google, na verdade, não proíbe relacionamento entre funcionários, mas exige que, caso eles sejam da mesma equipe, um deles deve ser transferido a outro setor — o que não aconteceu.

Então, em vez de demitir Rubin por conta disso, a Google teria forçado ele a renunciar, firmando um acordo de US$ 90 milhões para tal — com o total sendo pago em parcelas mensais de US$ 2 mi. O último pagamento está previsto para o próximo mês, inclusive. De acordo com o The New York Times, Rubin foi somente um de três executivos do sexo masculino que foram denunciados com alegações de má conduta sexual, com dois deles recebendo "presentes" em dólares ao pedirem demissão, e o terceiro permanecendo na companhia.

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Ainda de acordo com o jornal norte-americano, funcionários de alto escalão da Google recebem punições leves (ou, em alguns casos, punição alguma) por violarem políticas da empresa, o que inclui as denúncias de má conduta sexual. E, no caso de Rubin, ainda houve uma compensação financeira bastante generosa.

Posicionamento da gigante

Em contato com o Canaltech, a assessoria da Google disponibilizou o conteúdo de um email de Sundar Pichai, CEO, e Eileen Naughton, vice-presidente de People Operations da Google. A cópia do email foi fornecida por um porta-voz da empresa, e o conteúdo você lê abaixo:

Olá a todos,

 A história de hoje no The New York Times foi difícil de ler.

Estamos decididos a garantir que fornecemos um local de trabalho seguro e inclusivo. Queremos te garantir que analisamos todas as queixas sobre assédio sexual ou conduta inadequada, investigamos e agimos.

Nos últimos anos, fizemos uma série de mudanças, incluindo uma linha cada vez mais rígida na conduta inadequada de pessoas em posições de autoridade: nos últimos dois anos, 48 pessoas foram demitidas por assédio sexual, incluindo 13 que eram gerentes seniores e acima. Nenhum desses indivíduos recebeu um pacote de saída.

Em 2015, lançamos o [email protected] e nosso Relatório Anual de Investigações Internas para fornecer transparência sobre esses tipos de investigações no Google. Como sabemos que denunciar assédio pode ser traumático, fornecemos canais confidenciais para compartilhar qualquer comportamento inadequado que você experiencie ou veja. Apoiamos e respeitamos aqueles que se manifestaram. Você pode encontrar muitas maneiras de fazer isso em go/saysomething. Você pode reportar de forma anônima, se desejar.

Também atualizamos nossa política para exigir que todos os VPs e SVPs divulguem qualquer relacionamento com um colega de trabalho, independentemente da posição ou da presença de conflito.

Temos o compromisso em garantir que o Google seja um local de trabalho em que você possa se sentir seguro para fazer seu melhor trabalho e onde haja sérias consequências para quem se comportar de maneira inadequada.

Sundar e Eileen


 

Fonte: Android Authority

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