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Vulcões na Amazonia apresentavam atividade intensa no passado

Por| Editado por Luciana Zaramela | 13 de Fevereiro de 2024 às 17h16

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Tetiana Grypachevska/Unsplash
Tetiana Grypachevska/Unsplash

Você sabia que antes havia vulcões na Amazônia? Em artigo da revista Geoscience Frontiers, pesquisadores da Unicamp indicaram inclusive que a atividade vulcânica era intensa. Uma área de 55 mil quilômetros quadrados que contempla o Nordeste do Mato Grosso e o Sul do Pará tem características de uma antiga formação de caldeira vulcânica.

O estudo menciona o Cráton Amazônico — uma região geológica antiga e estável localizada na América do Sul, principalmente no norte do Brasil — e aponta que os períodos de atividade vulcânica que ajudaram a formá-la começaram há 2 bilhões de anos (em seguida, 1,88 bilhões de anos e 1,78 bilhões de anos).

Conforme explicam os pesquisadores, as formações do último período formam o Grupo Colíder,  composta por uma sequência de rochas sedimentares.

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Para desvendar o passado vulcânico da Amazônia, os cientistas não apenas analisaram imagens de radar do relevo das proximidades da cidade de União do Norte, como também analisaram essas rochas. 

Vulcões na Amazônia

Os cientistas brasileiros conseguiram mapear como os sedimentos liberados pela atividade vulcânica foram se acumulando e formando camadas. Através dessa análise, eles também levantaram a possibilidade da existência de diques por onde o magma fluía.

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Em comunicado da Unicamp, os autores dizem que as rochas vulcânicas não passaram por modificações em  suas principais características, mesmo sendo tão antigas. Ou seja: está tudo preservado.

O objetivo dos cientistas é aumentar o conhecimento do passado geológico, mas também apontar o que se pode esperar do presente, como os minerais disponíveis na região.

A atividade vulcânica na Amazônia

O grupo notou rochas características de eventos vulcânicos efusivos que liberaram mais gases. O estudo menciona rochas de erupções explosivas, mais violentas, onde o magma extravasado se misturou às cinzas e aos fragmentos de outras rochas.

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"Nossa hipótese é de que são rochas derivadas do mesmo período, mas de pulsos vulcânicos diferentes. Comparando com os dias de hoje, é como acontece no Monte Etna, na Itália, que de tempos em tempos entra em erupção", apontam os pesquisadores.

Formação de metais

Ao investigar os vulcões na Amazônia, o grupo da Unicamp também percebeu uma possível associação às formações de cobre e ouro encontradas na região. Por enquanto, ainda não está claro se existe uma relação direta entre o vulcanismo e o surgimento desses metais. Então a ideia é estudar mais a fundo, para descobrir.

Fonte: Geoscience Frontiers, Unicamp