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Vulcão Etna "sopra" anéis de fumaça na Itália, o que intriga moradores

Por| Editado por Luciana Zaramela | 08 de Abril de 2024 às 10h07

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Antonio/Pixabay
Antonio/Pixabay

Nos últimos dias, o vulcão Etna soprou impressionantes anéis de fumaça sobre o céu da Sicília, região mais ao sul da Itália. O fenômeno é relativamente incomum e, quando ocorre, desperta a curiosidade de turistas e de moradores. Apesar da estranheza, isso não indica o prenúncio de uma erupção vulcânica. 

Na verdade, os anéis de fumaça estão relacionados a um nível de atividade vulcânica moderada, como a observada no monte Etna. Para a ocorrência, não são necessárias explosões e nem magma escorrendo sobre a superfície do cone vulcânico, basta uma cratera efervescente.  

Além do vulcão Etna da Itália, os anéis de fumaça recém-identificados já foram observados em outros cantos do mundo, como o Eyjafjallajökull, na Islândia. Há inúmeros relatos históricos também do fenômeno, desde o século  XIX.

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Por que vulcões soltam anéis de fumaça?

Para entender como esses anéis de fumaça se formam, pesquisadores do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália investigaram registros desse fenômeno e descobriram que a fumaça não representa a maior parte da composição desses círculos ou auréolas, apesar do nome. Eles são majoritariamente compostos por vapor d’água. 

Dessa forma, o nome mais correto para o fenômeno observado no monte Etna seria “anéis de vapor” ou ainda “anéis de vórtice”. Na maioria das vezes, esses círculos são brancos, mas podem ser cinza ou marrom devido às cinzas.

Publicado na revista Scientific Reports, o estudo revela que os anéis se formam a partir de pequenas bolhas de gás pressurizadas, que flutuam no magma. Quando elas explodem, o gás é expelido com bastante força.

No entanto, o anel somente se formará, se o vulcão tiver uma abertura circular, o que moldará o vapor d’água. Em vulcões com aberturas irregulares ou mais elípticas elas não ficam tão circulares.

Anéis de fumaça do vulcão Etna

Apesar do episódio mais recente envolvendo o vulcão italiano ter chamado a atenção e viralizado nas redes sociais, Boris Behncke, pesquisador do Instituto de Geofísica e Vulcanologia, recorda um episódio ainda mais marcante envolvendo o Etna.

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Em 2000, o vulcão Etna liberou milhares de anéis feitos de vapor por alguns meses, sendo que os anéis de fumaça foram gerados a partir de quatro crateras diferentes. “Essa foi uma coincidência espetacular e nunca houve nada parecido com isso — nem no Etna ou em qualquer outro vulcão”, afirma Behncke para o jornal NYT. “Às vezes, você via cinco ou seis deles subindo ao céu, um após o outro”, completa.

A seguir, confira o episódio mais recente em que o monte Etna liberou anéis de fumaça, em imagens captadas pela AP News:

Fonte: Com informações: Scientific Reports e NYT