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Após Etna, supervulcão Campi Flegrei se desperta na Itália

Por| Editado por Luciana Zaramela | 14 de Novembro de 2023 às 13h48

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Piermanuele Sbern/Unsplash
Piermanuele Sbern/Unsplash

No domingo (12), o vulcão Etna entrou em erupção e cuspiu lava pela terceira vez neste ano, na Itália. No entanto, este não é nem de longe o maior problema enfrentado pelo país conhecido pela intensa atividade vulcânica. Há risco do supervulcão Campos Flégreos, também conhecido como Campi Flegrei, desencadear uma catástrofe na península, já que recentemente despertou.

Devido à história e da destruição de Pompeia, o vulcão Vesúvio é, muito provavelmente, o mais conhecido de toda Itália. No entanto, próximo desta região ainda em Nápoles, é que se encontra o supervulcão Campi Flegrei, com alto potencial de destruição. Mais distante, na Sicília, está localizado o Etna, bastante ativo.

A seguir, confira as imagens da mais recente erupção do Etna:

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Erupção do vulcão Etna

A mais recente erupção do vulcão Etna, localizada na Sicília, foi observada no domingo, entre as 14h e 16h30 no horário de Brasília, segundo aponta relatório do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália (INVG), órgão que desempenha funções de vigilância sísmica e vulcânica do território italiano.

Neste período de quase três horas de erupção, a coluna de fumaça, cinzas e lavas alcançou uma altura estimada de 4,5 km, chegando a cobrir com fuligem algumas cidades vizinhas.

Apesar dos potenciais riscos, a atividade vulcânica não causou danos e nem o cancelamento de voos, como foi observado em maio com o fechamento temporário do aeroporto de Catânia durante a última erupção. Cabe destacar que o Etna entra em erupção frequentemente há 500 mil anos e a situação já estava normalizada na segunda-feira (13).

Risco do vulcão Campi Flegrei

Mesmo que um vulcão tenha realmente entrado em erupção na Itália nos últimos dias, o verdadeiro risco está concentrado no Campi Flegrei, ainda pouco conhecido. Isso porque a última vez que entrou em erupção foi em 1538 e, desde então, está em uma fase de relativa calmaria, brevemente interrompida em 1980 por causa de pequenos terremotos. Só que as últimas evidências científicas apontam para mudanças nesse padrão.

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O maior problema em relação ao supervulcão, que iniciou suas atividades há cerca de 600 mil anos e se encontrava em inatividade, é que está localizado em uma região bastante populosa. Na região de Nápoles, vive cerca de meio milhão de pessoas, e há dúvidas se elas estão preparadas para emergências em caso de necessidade de evacuação imediata.

Erupção do Campi Flegrei?

A nova avaliação de risco do vulcão Campi Flegrei foi feita por pesquisadores da University College London (UCL) e do INVG, em estudo publicado no mês de junho na revista científica Communications Earth & Environment.

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“Nosso novo estudo confirma que o vulcão Campi Flegrei está se aproximando da ruptura”, afirmou Christopher Kilburn, professor da UCL e principal autor do estudo, em nota. “No entanto, isso não significa que uma erupção seja certa. A ruptura pode abrir uma fenda na crosta, mas o magma ainda precisa ser empurrado para cima, no local certo, para que ocorra uma erupção”, complementa.

A questão é que, desde a publicação, o risco em relação ao supervulcão na Itália tem se intensificado. Em artigo publicado no final de outubro na Nature, os especialistas apontam para a intensificação da atividade sísmica na região, o que se relaciona com o risco de erupção.

"A atividade vem se intensificando há vários meses, ultrapassando os mil terremotos por mês”, pontua o texto. Entre eles, o mais forte foi registrado no dia 27 de setembro, com uma magnitude estimada de 4,3 na escala Richter. “Foi o tremor mais forte registrado na região nos últimos 40 anos e faz parte de uma sequência sísmica que durou várias semanas”, pontua.

Para evitar surpresas em relação à atividade vulcânica na região de Nápoles, o governo italiano está investindo cerca de 52 milhões de euros (aproximadamente 274 milhões de reais) no monitoramento da situação e em esforços para mitigar danos.

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Fonte: InvgUCL News e Nature