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Por que El Niño acaba mais rápido que La Niña?

Por| Editado por Luciana Zaramela | 28 de Março de 2024 às 11h03

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Joseph Barrientos/Unsplash
Joseph Barrientos/Unsplash

Com as ondas de calor, as atenções ficam todas voltadas a fenômenos climáticos, como é o caso do El Niño e La Niña, responsáveis pelo aquecimento e pelo resfriamento do Oceano Pacífico, respectivamente. Em meio a isso, uma questão que fica à mente é por que o El Niño acaba mais rápido.

Quem responde a essa questão é um estudo produzido pela Academia Chinesa de Ciências. Para obter uma conclusão mais concreta sobre as mudanças de El Niño para La Niña, a equipe usou dados de observação e modelos de reanálise.

A descoberta a que se chegou foi que o El Niño possui um fim mais acelerado (dura até o fim de 2024), em comparação com o evento La Niña, por causa dos padrões de vento no Pacífico Oeste.

O que acontece é que esses padrões ficam submetidos a uma "assimetria das anomalias de vento zonais durante as fases de decaimento do El Niño e La Niña".

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De acordo com o estudo (e com os comentários do Metsul Meteorologia sobre essas descobertas), as assimetrias nas fases finais desses eventos impactam a temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial Centro-Leste.

Como consequência, acontece um "decaimento distinto para os episódios de Niño e Niña". Mas vale entender melhor as diferenças entre cada um desses fenômenos.

Basicamente, esses padrões climáticos no Oceano Pacífico podem afetar o clima em todo o mundo, por isso são considerados tão importantes e têm atraído os olhares em meio às altas temperaturas do oceano.

Quando não há o El Niño ou La Niña, as condições no oceano Pacífico são definidas como "normais": os ventos alísios sopram para oeste ao longo do equador, levando água quente da América do Sul para a Ásia.

Para substituir essa água quente, a água fria sobe das profundezas, e os padrões climáticos opostos que quebram estas condições normais.

El Niño

Segundo a NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), durante o El Niño, os ventos enfraquecem e a água quente é empurrada para leste, em direção à costa oeste das Américas.

A consequência é a seguinte: as águas mais quentes fazem com que a corrente de jato do Pacífico se mova para o sul de sua posição neutra.

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Como o El Niño atinge o mundo inteiro, o Brasil também está sujeito a seus efeitos, como alteração nos padrões de circulação atmosférica, na umidade, na temperatura e nas chuvas.

La Niña

Durante os eventos La Niña, os ventos alísios são ainda mais fortes do que o normal, empurrando água quente para a Ásia. Ao largo da costa oeste das Américas, vêm à superfície uma água mais fria. Em alguns países, La Niña também pode levar a uma temporada de furacões mais severa.

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No Brasil, o último La Niña ficou ativo entre 2020 e 2023. Mesmo que o La Niña seja de forte intensidade, os efeitos não são instantâneos.

Uma questão que precisamos observar é que as mudanças climáticas tornam El Niño e La Niña mais fortes e frequentes, e a estimativa é que o ciclo continue sob alterações ao longo deste século.

Fonte: Metsul Meteorologia, Earth Sky, NOAA