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ONU pode investigar os efeitos da geoengenharia solar

Por| Editado por Luciana Zaramela | 26 de Fevereiro de 2024 às 16h46

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Ilovehz/Freepik
Ilovehz/Freepik

Se depender da Suíça, a Organização das Nações Unidas (ONU) deve analisar os riscos, os benefícios e as incertezas envolvendo a geoengenharia solar. Para ser mais específico, a ideia é debater o uso de tecnologias que aumentem a quantidade de luz solar refletida para o espaço antes de chegar à superfície, com a promessa de reduzir os efeitos do aquecimento global. 

A proposta da Suíça em criar um comitê para estudar o tema deve ser debatida durante a Assembleia da ONU para o Meio Ambiente, que começa nesta segunda-feira (26). O evento acontece na capital do Quênia, Nairóbi.

Vale lembrar que, em 2019, a Suíça já propôs a análise do uso da geoengenharia solar, mas o país não obteve maioria. Em especial, os Estados Unidos e a Arábia Saudita se opuseram. 

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O que é geoengenharia solar?

Conhecida oficialmente como Modificação da Radiação Solar (SRM), esta forma de geoengenharia solar mais parece obra de ficção científica. O objetivo é reduzir a incidência de raios solares na superfície do planeta, através da pulverização massiva de partículas reflexivas na estratosfera. Parcialmente bloqueados, alguns raios voltam para o espaço, sem chegar ao solo.

Com a criação dessa espécie de manto artificial para cobrir o planeta, a expectativa é que os efeitos do aquecimento global diminuam, já que o mundo, com menos incidência dos raios solares (e radiação), vai se tornar mais frio.

Embora possa fazer sentido logicamente, especialistas alertam para o fato da estratégia ser impossível de controlar. Com a ajuda dos ventos, essas partículas vão se espalhar, podendo criar áreas muito mais frias e desregulando padrões globais. Por exemplo, o Brasil ou qualquer outro país pode se tornar excessivamente frio.

Debate na ONU

Após receber críticas, autoridades da Suíça defenderam a importância dos estudos na área da geoengenharia solar. O embaixador suíço Felix Wertli explicou que um comitê deve servir para que todos os países conheçam os possíveis riscos e os efeitos transfronteiriços da eventual aplicação da tecnologia, segundo o jornal The Guardian.

Por outro lado, especialistas e ambientalistas consideram que este tema não deve ser debatido diante de tantos riscos. Afinal, o planeta já está enfrentando problemas causados pela ação humana, como o excesso de gás carbônico na atmosfera, e não precisa de mais um problema associado com a ação antrópica.

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Os riscos superam os potenciais benefícios, assim como ocorre em relação à eugenia, à clonagem humana e ao desenvolvimento de armas químicas e nucleares, segundo os opositores ao debate na ONU.

Fonte: Com informações: The Guardian