O que é aquecimento adiabático, que fez temperaturas dispararem no Sudeste
Por Fidel Forato • Editado por Luciana Zaramela |

As temperaturas dispararam no Sudeste desde o começo desta semana, com termômetros próximos dos 40 °C em alguns locais. Na segunda (20), a temperatura máxima em Niterói, no Rio, foi de 38,9 °C. Recordes foram observados em Belo Horizonte (Minas Gerais) e em Vitória (Espírito Santo). No caso de São Paulo, a madrugada de terça (21) foi a mais quente do ano, chegando a 23,9 °C. Em comum, todos os cenários estão conectados ao "calor adiabático" (ou aquecimento adiabático).
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Além do aquecimento adiabático, os meteorologistas do Climatempo destacam outros dois fenômenos que afetam as cidades e elevam as temperaturas no Sudeste: ausência de ventos frios de origem polar e céu limpo e ensolarado (baixa nebulosidade).
Considerando que estamos em pleno verão, ainda não há previsão para quando o calor vai acabar de vez, mas está prevista a chegada de uma frente fria e redução moderada nos termômetros com a chuva. Em São Paulo, a máxima deve ser 28 °C, com pancadas isoladas na sexta (24).
É uma nova onda de calor?
Como apontam os especialistas, o calor sentido no Sudeste não está ligado a uma onda de calor, como a onda que elevou as temperaturas no Mato Grosso do Sul na última semana. Inclusive, nesta quarta-feira (22), não há nenhum alerta de risco emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) sobre ondas de calor em Minas, Rio, São Paulo ou Espírito Santo.
O que é "calor adiabático"?
Popularmente conhecido como “calor adiabático”, este é um fenômeno natural que ocorre em regiões com montanhas e não está limitado apenas ao verão. De modo geral, o aumento das temperaturas ocorre quando a direção dos ventos força a descida do ar montanha abaixo. No trajeto, o ar aquece cerca de 1 °C a cada 100 metros percorridos.
Para entender, há uma maior compressão conforme a massa de ar avança e “desce” a montanha, o que aumenta o movimento das moléculas de ar e faz com que a temperatura se eleve.
Fora deste episódio que se estende para muitas cidades do Sudeste, o processo é bastante comum no litoral de São Paulo. Nestes casos, o ar desce a Serra do Mar, impulsionado pelo vento de noroeste, e vai aquecendo. Se a temperatura em São Paulo já estiver elevada, o calor será ainda maior em Santos e em toda a baixada, devido ao calor adiabático.
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