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Novembro terá onda de calor intensa e fora do comum, batendo os 45 ºC

Por| Editado por Luciana Zaramela | 09 de Novembro de 2023 às 10h32

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Gerd Altmann/Pixabay
Gerd Altmann/Pixabay

Nesta semana, uma nova onda de calor atípica começa a atingir o Brasil, o que já eleva as temperaturas em inúmeras regiões. No entanto, o pico nos termômetros é esperado para os próximos dias, com a possibilidade de quebra nos recordes de temperatura e de mais calorão que o observado em setembro e outubro.

Para entender, a onda de calor deve elevar as temperaturas em 5 °C ou mais acima da média em amplas áreas do Brasil, segundo previsão da empresa de meteorologia Climatempo. Só que, em pontos específicos, no pior dos cenários, os termômetros podem superar os 45 °C, segundo a MetSul.

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"Estamos diante de uma onda de calor histórica, em um mês em que normalmente temos a umidade se espalhando de novo sobre o país, com chuvas amplas e volumosas, com radiação solar mais intensa e dias mais longos”, afirma o meteorologista Vinicius Lucyrio, da Climatempo, em nota. Potencialmente teremos recordes mensais para novembro em Palmas, Goiânia, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Rio De Janeiro, Cuiabá e Campo Grande", acrescenta.

Onda de calor já começou

Como adiantamos, a onda de calor incomum já começou no país. Por exemplo, na última terça-feira (7), a cidade de Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul, registrou a máxima de 42,3 ºC. Em Cuiabá, o termômetro marcou 40,4 ºC. De fato, o calor extremo começa pelo Centro-Oeste.

Para sexta-feira (10), a previsão é que as temperaturas disparem no interior de São Paulo, podendo chegar a 40 ºC. Cidades no Triângulo Mineiro e sul do Tocantins também devem registrar calor semelhante. Só que as temperaturas mais elevadas devem chegar mesmo na semana que vem.

Temperaturas recordes no Brasil

Para a próxima semana, a previsão é que, no limite, algumas cidades atinjam temperaturas tão altas quanto 45 ºC a 46 ºC ou mais. “Trata-se, assim, de evento de calor muito fora do comum e potencialmente a onda de calor mais intensa a atingir o Brasil em máximas nominais desde o começo das medições meteorológicas no começo do século XX”, destaca a MetSul. A causa do fenômeno é complexa, mas envolve o aquecimento global e o El Niño.

A seguir, veja as previsões para algumas capitais na próxima semana:

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  • Cuiabá pode registrar máximas ao redor de 45 ºC, o que derrubaria o seu recorde de 44,2 ºC;
  • Campo Grande deve superar o seu recorde absoluto de máxima, que é 41 ºC;
  • Goiânia também deve superar o seu próprio recorde de 41,2 ºC;
  • Belo Horizonte pode atingir temperaturas próximas a 40 ºC, enquanto a sua máxima já registrada é de 38,6 ºC;
  • No Rio de Janeiro, a previsão é de dias acima dos 40 ºC;
  • São Paulo pode registrar valores que vão de 38 ºC até 40 ºC, dependendo do modelo usado, superando o recorde de 37,8 ºC.

Por que está tão quente?

Para entender o porquê estará tão quente no Brasil na próxima semana, é preciso entender um pouco o funcionamento e o impacto das temperaturas das massas de ar. Por exemplo, uma massa de ar quente com temperatura em 850 hPa (não em superfície) acima de 20 ºC é classificada como forte.

Quando essa temperatura atinge 25 ºC, os meteorologistas a classificam como muito forte. Agora, se for acima de 30 ºC, é extraordinariamente forte, algo observado mais durante o calor extremo no Sudoeste dos Estados Unidos ou no Oriente Médio.

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No centro do Brasil, o modelo de previsão aponta que a temperatura da massa de ar será de 32 ºC, “o que muito raramente se enxerga em projeções para o território brasileiro”, afirma a MetSul. Por isso, a onda de calor pode ser histórica.

Todo esse cenário, permite também a formação de uma bolha de calor (ou cúpula de calor) que contribuirá com o aumento do calor extremo, como foi observado durante os meses de setembro e outubro.

Fonte: Climatempo e MetSul