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Ebulição Global: altas temperaturas tornam julho o mês mais quente da história

Por| Editado por Luciana Zaramela | 28 de Julho de 2023 às 11h43

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Rawpixel.com/Freepik
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Por muitos anos, o planeta Terra viveu aquilo conhecido como Aquecimento Global. Agora, com o mês de julho sendo o mais quente da história (desde o início das medições humanas), há uma piora no cenário climático global, o aumento dos desastres ambientais e a chegada oficial da “Era da Ebulição Global”, também conhecida como Fervura Global.

Nesta nova era, a tendência é do aumento constante das temperaturas médias globais, impulsionado pela poluição, pelo uso de combustíveis fósseis e pela emissão de gases do efeito estufa — gerados pela ação do homem. A previsão atual é de que os oceanos também aquecerão a um ponto até então impensável.

Embora a situação tenha se agravado com a Era da Ebulição Global, os especialistas afirmam que ainda há tempo de impedir a piora generalizada, com a união dos países, das empresas e das pessoas em prol do planeta.

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O que é Ebulição Global?

A expressão Ebulição Global foi usada, pela primeira vez, em caráter oficial, pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, na quinta-feira (27), enquanto afirmava que o mês de julho deve ser o mais quente já registrado, durante coletiva de imprensa.

Sobre o medo e a sensação de pânico que o termo pode causar, Guterres afirma que é, de fato, assustador. No entanto, o secretário-geral da ONU ressalta que “ainda é possível limitar o aumento da temperatura global a 1,5 °C [acima dos níveis pré-industriais] e evitar o pior das mudanças climáticas”. Só que, para isso, as ações precisam ser imediatas e abrangentes.

Julho de 2023: o mês mais quente da Terra

Antes do final oficial deste mês, as autoridades do clima, como a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e o Copernicus — o Programa Europeu de Observação da Terra —, já entendem que julho será o mês mais quente, desde o início das medições.

Inúmeras cidades atingiram temperaturas iguais ou superiores aos 50 ºC. Estar exposto a esse nível de calor é arriscado para o organismo humano, já que é o limite daquilo que é considerado “muito quente”. O risco de complicações envolvendo complicações no coração é alto, além da desidratação.

Segundo os Centros de Previsão Ambiental dos EUA, o dia 6 de julho foi considerado o mais quente da Terra desde que as temperaturas médias globais foram calculadas pela primeira vez em 1979. Naquele dia, os termômetros globais, que estabelecem a média somando até a temperatura do Ártico, chegaram a 17,18 ºC.

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El Niño

Para além dos efeitos da ação humana na Era da Ebulição do Global, ainda há outro fenômeno natural que favorece o aquecimento generalizado: o El Niño, que se origina nas águas do Oceano Pacífico Equatorial e que está oficialmente de volta, desde junho deste ano.

Consequências do clima extremo na Terra

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“A humanidade está na berlinda”, afirma o secretário-geral da ONU. “Para grandes partes da América do Norte, Ásia, África e Europa, é um verão cruel. Para todo o planeta, é um desastre”, acrescenta Guterres.

Afinal, os desastres relacionados ao clima e padrões climáticos extremos devem se tornar mais comuns. Por exemplo, um estudo recente da iniciativa World Weather Attribution (WWA) demonstrou que as ondas de calor já se tornaram mais comuns e a tendência é que se tornem ainda mais frequentes.

Em paralelo, a maior temperatura média global gera o derretimento de geleiras, o que pode aumentar o nível do mar. Dependendo da velocidade desse movimento, será possível observar o impacto na maioria das cidades litorâneas.

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Outro problema serão as mudanças dos padrões climáticos, como secas se intensificado em algumas regiões do globo, afetando as atividades agrícolas e a vida humana. Em última escala, isso pode gerar migrações globais em massa. Estes indivíduos são conhecidos como refugiados ambientais.

É possível impedir o aumento das temperaturas

Mesmo neste cenário em que as previsões não são otimistas, o entendimento da ONU é que ainda há tempo de brecar as mudanças climáticas mais extremas. “Para isso, devemos transformar um ano de calor ardente em um ano de ambição ardente”, ilustra Guterres.

Para o secretário-geral, a Cúpula de Ambição Climática da ONU, em setembro, e a conferência climática COP28, em novembro, serão dois eventos importantes para traçar o futuro. Guterres espera que as nações industrializadas do G20, responsáveis ​​por 80% das emissões globais, se comprometam ativamente com a causa.

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Fonte: ONU