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Como funciona um balão meteorológico?

Por| Editado por Patricia Gnipper | 28 de Fevereiro de 2023 às 19h38

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Imagem: Adrian White/U.S. Navy/Wikimedia Commons
Imagem: Adrian White/U.S. Navy/Wikimedia Commons

Um instrumento comum para obtenção de dados atmosféricos, o balão meteorológico coleta dados como temperatura, pressão, umidade, e velocidade e direção dos ventos, sendo importantes para a previsão do tempo e estudos climáticos. Os balões são apenas o meio de transporte para um instrumento chamado radiossonda, que faz as medições.

Todos os dias, são lançados quase 900 balões meteorológicos, duas vezes ao dia. Seus voos duram cerca de duas horas, durante as quais eles percorrem de 50 a 200 quilômetros do ponto de partida e sobem a até 35 quilômetros de altitude.

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O balão usado na meteorologia é feito de látex, natural ou sintético, sendo preferível o uso da substância natural pela degradação mais rápida após o uso. Seu preenchimento é feito com hélio ou hidrogênio, que fazem o balão flutuar por serem mais leves que o ar. Quando lançados, os balões meteorológicos estão na faixa de 2 metros de diâmetro, mas, como a pressão diminui com a altitude, o gás se expande dentro dele e seu tamanho final chega a 6 metros.

Um balão típico pode ser preenchido com até 6 metros cúbicos de gás hélio e seu peso final, dependendo do tamanho do balão e de seu preenchimento, pode variar de poucos gramas a 3 kg — tipicamente, eles estão na faixa de 0,5 kg. A carga carregada, por sua vez, não passa de 1 kg.

Como surgiram os balões meteorológicos?

O uso do balão na meteorologia surgiu ainda no século XIX, com Gustave Hermite e Georges Besançon, em 1982. A dupla decidiu substituir as pipas usadas na época para levantar os aparelhos meteorológicos por balões para facilitar o processo e conseguir medições de maiores altitudes.

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Quatro anos mais tarde, também na França, o meteorologista Léon Teisserenc de Bort foi pioneiro a empregar o instrumento em estudos diários para coletar dados atmosféricos. Ele é creditado como um dos descobridores da estratosfera e o primeiro a identificar a tropopausa, em 1902, camada em que o ar para de ficar mais frio com a altitude.

O período destas inovações e descobertas é o mesmo de outra invenção que lida com o ar: o avião. Não por acaso, Besançon foi secretário do Aeroclube da França e amigo próximo do inventor brasileiro Santos Dumont.

Onde vão parar os balões meteorológicos?

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Depois de seu estouro, os resíduos dos balões e as radiossondas caem lentamente graças ao pára-quedas que compõe o conjunto lançado. Grande parte dos equipamentos é perdida, mas, caso eles caiam em áreas povoadas, eles podem conter informações para devolução às instituições responsáveis.

Somente a radiossonda precisa ser devolvida. Os resíduos do balão podem ser descartados no lixo comum. Nos Estados Unidos, estima-se que 20% das 75.000 sondas lançadas anualmente retornem ao serviço meteorológico do país.