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Aquecimento do Atlântico provoca 4ª onda de branqueamento nos corais

Por| Editado por Luciana Zaramela | 15 de Abril de 2024 às 17h25

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 Sandy Ravaloniaina/Unsplash
Sandy Ravaloniaina/Unsplash

Aproximadamente 14% dos corais do mundo foram perdidos na última década, e as preocupações só aumentam. Nesta segunda-feira (15), a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) divulgou a chegada do quarto evento global de branqueamento nas últimas três décadas. Ou seja: os corais passam a adquirir um tom esbranquiçado e perdem vida.

O fenômeno El Niño traz ondas de calor e é um dos grandes responsáveis pelo aumento da temperatura dos oceanos. O aquecimento do Atlântico causa o branqueamento nos corais de inúmeras regiões. No Brasil, a situação não está diferente.

O branqueamento é causado por anomalias na temperatura da água, que fazem com que os corais expulsem as algas coloridas que vivem nos seus tecidos. O que acontece é que, sem os nutrientes fornecidos pelas algas, os corais não podem sobreviver.

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Para que um evento seja considerado global, o branqueamento deve ocorrer no Atlântico, Pacífico e Índico em um período de 365 dias.

Branqueamento e El Niño

Os últimos eventos aconteceram em 1998, 2010 e 2014, e também coincidiram com o El Niño. A diferença é que, agora, a temperatura da superfície do mar vem quebrarando recordes.

No último mês de março, a EU's Copernicus Climate Change Service (C3S) indicou que a média global chegou a 21,06 ºC. O recorde anterior era de 20,98 ºC, estabelecido em 2023.

Os especialistas da NOAA esperam que este evento global de branqueamento seja o mais extenso até agora.

Branqueamento dos corais no Brasil

A apuração da Rede de Monitoramento do Branqueamento Coral Vivo mostra que em alguns recifes do Nordeste do Brasil, até 100% dos corais já branquearam.

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As regiões mais afetadas pelo branqueamento fazem parte do trecho da Bahia ao Ceará, principalmente pontos de monitoramento em Parrachos do Rio do Fogo, no Rio Grande do Norte, e entre Pernambuco e Alagoas. Nessas áreas, o branqueamento é tido como severo.

Enquanto isso, a Baía de Todos os Santos tem um branqueamento moderado. Alguns pontos da Bahia, além da Paraíba e Sergipe apresentam branqueamento leve.

O processo de branqueamento

Os corais têm uma relação simbiótica com algas unicelulares chamadas zooxantelas, que vivem dentro de seus tecidos. Quando as temperaturas da água aumentam de forma significativa, os corais ficam estressados.

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Sob estresse, acontece a expulsão que mencionamos. Funciona como uma resposta de defesa contra as toxinas produzidas pelas algas quando estão sob estresse.

Sem a presença das zooxantelas, os corais perdem sua fonte primária de alimento e cor, resultando no aspecto esbranquiçado.

O branqueamento de coral não só torna os corais mais vulneráveis a doenças e predadores, como pode levar à morte se o estresse persistir por muito tempo. Veja como funciona o processo:

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Assim, podemos ver o branqueamento de corais como um sinal alarmante das mudanças climáticas e do impacto humano nos ecossistemas marinhos.

Fonte: Reuters, O Globo