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A maioria das emissões de CO2 desde 2016 veio de apenas 57 empresas

Por| Editado por Luciana Zaramela | 11 de Abril de 2024 às 21h48

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Chris LeBoutillier/Pixabay
Chris LeBoutillier/Pixabay

Segundo a análise de um think tank independente, feita com a consulta de uma base de dados sobre emissões de carbono, até 80% de todo o CO2 emitido desde 2016 veio de apenas 57 empresas, de estatais a companhias privadas.

Think tanks são instituições de pesquisa que investigam assuntos pertinentes à política e economia, por exemplo. Neste caso, os responsáveis são da InfluenceMap, que dividiram os emissores entre estados-nações, empresas estatais e corporações dirigidas por investidores.

Entre as companhias, há muitas envolvidas na extração de combustíveis fósseis e produtoras de cimento, processo responsável por emitir pelo menos 8% de todo o CO2 do planeta.

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Quem são os principais emissores de CO2

Segundo a análise da InfluenceMap, as cinco entidades que mais emitem dióxido de carbono desde 2016 são:

  • A China, com sua produção de carvão;
  • A Aramco, empresa estatal de petróleo da Arábia Saudita;
  • Gazprom, empresa estatal de energia e gás da Rússia;
  • Coal India, estatal produtora de carvão da Índia;
  • E a Companhia Nacional Iraniana de Petróleo.

Além destes, há vários dos poluentes do ocidente já conhecidos no top 20, como a Shell, a ExxonMobil e a BP (antiga British Petroleum). Em um comunicado à imprensa, um dos coordenadores do Tratado de Não-Proliferação de Combustíveis Fósseis, Tzeporah Berman, comentou:

“A pesquisa da Carbon Majors nos mostra quem é responsável pelo calor letal, clima extremo e poluição do ar que ameaçam vidas e causam caos em nossos oceanos e florestas. Essas empresas lucraram bilhões de dólares enquanto negavam o problema e obstruíam políticas climáticas.”

Ele também apontou que as companhias gastam milhões em campanhas que incentivam a população a fazer parte de uma solução sustentável enquanto continuam a investir em mais extração de combustíveis fósseis, destacando a necessidade de se elaborar um novo tratado de cooperação internacional para acabar com a expansão do uso de combustíveis fósseis e garantir uma transição energética justa.

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Os dados da pesquisa mostram que nações-estado geraram 38% das emissões desde 2016, enquanto estatais fecharam em 37% e empresas privadas em 25%. Emissores controlados por governos tiveram um aumento desde o ano de início, o mesmo no qual foi assinado o Acordo de Paris, cujos proponentes se comprometeram a limitar o aquecimento global em 2 ºC em relação aos níveis pré-industriais ao diminuir emissões de gases do efeito estufa.

A tendência de aumento se verificou especialmente no setor de carvão na Ásia, enquanto a Europa conseguiu se livrar desse tipo emissão. China e Índia, no entanto, seguem no ramo.

Emissores históricos, atuando entre 1854 e 2022, também foram analisados pela InfluenceMap, que mostrou a responsabilidade de 122 deles em 72% das emissões, envolvendo produção de cimento e combustíveis fósseis. Entre eles, estão a China (principalmente com o carvão), a desmantelada União Soviética, a Arábia Saudita (através da Aramco) e a ExxonMobil.

Fonte: InfluenceMap, Carbon Majors Database