Distribuição de Linux recria Windows 11 e pode ser baixada de graça

Distribuição de Linux recria Windows 11 e pode ser baixada de graça

Por Igor Almenara | Editado por Douglas Ciriaco | 22 de Setembro de 2021 às 13h11
Reprodução/Windowsfx

Todos querem uma lasquinha do Windows 11, mas muitos ficaram de fora da lista de espera por não ter atendido aos requerimentos para rodar o sistema operacional. Embora o Windows 10 continue com suporte garantido até 2025, surgiu na web uma alternativa baseada em Linux que incorpora basicamente todas as características mais marcantes em visual do novo sistema operacional: o Windowsfx 11.

O projeto é sucessor de uma ideia parecida, mas adaptada para o Windows 10. O Windowsfx 11 traz o gerenciador KDE Plasma (5.22.5) sobre o Ubuntu 20.04 LTS, sustentado pelo kernel Linux 5.11 e com todas as vantagens que um sistema de código aberto pode garantir.

O que torna a adaptação visual a cara do Windows 11 é o tema Linuxfx WxDesktop Windows 11, equipado com vários elementos idênticos (ou muito parecidos) com o design do sistema da Microsoft. Aqui você encontra a Barra de Tarefas com ícones centralizados, o novo Menu Iniciar, o modo escuro, o efeito de transparência e até um assistente virtual próprio, o Helloa.

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Acessibilidade e segurança

É fácil acreditar que, na verdade, trata-se do SO da MS, mas algumas características são fundamentalmente diferentes — e isso pode gerar certo estranhamento para usuários Linux de primeira viagem. O menu de Configurações é bem diferente e só aplicativos compatíveis com Linux vão rodar sem ajuda de softwares intermediários, então não é como ter um Windows completinho.

Ainda assim, essa alternativa atende às demandas mais importantes para quem quer migrar para o novo sistema operacional: segurança, suporte de longo prazo e visual mais moderno. Se você estiver disposto a lidar com limitações, vale apenas conferir se seus aplicativos favoritos têm versões adaptas para distros do pinguim.

O LinuxFx, outro nome para a distro de Rachid, surgiu em janeiro de 2007 e amadureceu junto da comunidade Linux. Uma das utilidades do projeto é servir como porta de entrada de usuários ao ecossistema Linux, já que proporciona uma transição com curva de aprendizado bem reduzida, abraçando pessoas familiarizadas com a interface dos SOs da MS.

Requisitos mínimos e disponibilidade

Para rodar o Windowsfx 11, os requisitos mínimos são:

  • Processador: dual-core (frequência não especificada);
  • Memória RAM: 2 GB utilizáveis;
  • Armazenamento interno: 20 GB livres;

Os componentes recomendados para rodar o Windowsfx 11 são:

  • Processador: quad-core (frequência não especificada);
  • Memória RAM: 4 GB utilizáveis;
  • Armazenamento interno: 64 GB livres;

Nenhum outro componente ou requisito de segurança é necessário para instalar o sistema, o que é uma baita vantagem em termos de acessibilidade sobre o Win 11. Assim, usuários não precisam se preocupar com a ativação de recurso nenhum nas configurações de BIOS, ou abandonar um computador comprado antes de 2017 só porque não tem um processador compatível. Além disso, o sistema suporte plataformas ARM (incluindo Raspberry Pi)

As atualizações e o cronograma de lançamentos do Windowsfx 11 seguirão o modelo da Microsoft, então a versão final também será lançada no dia 5 de outubro. Há duas versões disponíveis: a Free Edition, gratuita para download e instalação, e a Professional Edition, cuja licença custa US$ 20 (R$ 105,50, em conversão direta) por máquina e é compatível com o assistente virtual e suporte da equipe de desenvolvimento — para baixar, acesse o site oficial do Windowsfx.

Fonte: Grupofx (Twitter), Windowsfx  

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