iOS vai permitir que usuário desative função de redução de desempenho

Por Redação | 18 de Janeiro de 2018 às 12h02
Reprodução

Dentre as muitas perguntas sobre os variados assuntos que foram perguntados a Tim Cook, atual CEO da Apple, em entrevista à ABC News, a redução de desempenho de modelos antigos de iPhones não poderia ficar de fora. A confirmação de que a própria Maçã estava limitando o processamento dos aparelhos em prol da vida útil da bateria à medida que esta envelhecia causou polêmica na indústria e, por tabela, várias ações judiciais foram movidas contra a empresa.

A história se desenrolou com a Apple oferecendo a troca de bateria aos usuários de seus dispositivos por um preço reduzido no último mês – chegando até a ficar com os componentes quase fora de estoque, tamanha fora a demanda.

Durante a entrevista, Cook pediu desculpas pelo incidente. Ainda segundo o executivo, é possível que as pessoas não estivessem “prestando atenção” quando a Maçã lançou as atualizações de software para reduzir o desempenho dos dispositivos anteriores, de modo que estes conseguissem continuar acompanhando os novos recursos.

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“Talvez não tenhamos sido claros [nas explicações]”, disse Cook em meio à entrevista. “Pedimos sinceras desculpas àqueles que pensam que temos algum outro tipo de motivação”. O executivo explicou que o objetivo da Maçã era focar na “experiência de usuário”, e a atualização de limitação de processamento foi liberada para evitar que os aparelhos reiniciassem inesperadamente enquanto o iPhone ainda estivesse em uso.

Para tentar corrigir o polêmico recurso, a Apple lançará uma nova atualização para o iOS 11 em fevereiro que permitirá aos usuários verificarem o quão “saudáveis” estão as suas baterias. Além disso, a funcionalidade também permitirá desativar a redução de desempenho nos dispositivos. “Daremos às pessoas a possibilidade de visualizar a saúde de suas baterias para que [esta função] seja bastante transparente”, prometeu o executivo.

A atualização ainda informará mais claramente aos usuários quando seus dispositivos reduzirem automaticamente o desempenho, para que o aparelho evite desligamentos inesperados. Os donos de iPhones poderão desligar o recurso quando quiserem, mas Cook recomenda que não o façam.

A liberação desta funcionalidade deve ocorrer primeiro em uma versão de desenvolvedor no começo de fevereiro, e em seguida, deve chegar ao público geral, provavelmente em algum momento do mês de março.

O horizonte é bastante amplo

Ainda em sua entrevista à ABC News, Cook afirmou que a empresa tem planos de investir US$ 350 milhões na economia dos EUA nos próximos cinco anos, criando pelo menos 20 mil novos empregos no país. O pontapé inicial para este projeto reside no pagamento de US$ 38 bilhões em impostos para o governo norte-americano, que foram exigidos pelas mudanças recentes na lei tributária.

Para Cook, este pagamento não teria acontecido no antigo sistema, pois as companhias mantinham seu dinheiro no exterior, o que, por tabela, motivava as pessoas a investirem em outros lugares e não dentro do próprio país. “Não era bom para os Estados Unidos”, comentou. O executivo também espera que esse valor seja voltado para um grande propósito no país, seja na infraestrutura, na educação, ou ainda na geração de novas vagas de trabalho.

Além do reembolso das ações, a Maçã dará a quase todos os seus funcionários uma bolsa de US$ 2.500 em ações, como uma forma de incentivá-los. Para Cook, a Apple é uma das poucas, senão a única empresa de grande porte onde cada pessoa é um componente, um proprietário da companhia. “Ao invés de lhes dar um bônus, queríamos algo que durasse mais tempo”, declarou o executivo.

Mais do que isso, o chefão de Cupertino deixou claro que a companhia vai focar em três áreas daqui em diante. A primeira delas é a criação de empregos, já em andamento através da construção de um novo data center em Nevada e pelos investimentos em faculdades comunitárias. A segunda é o gerenciamento de gastos e investimentos de seus fornecedores e fabricantes em território nacional. Por fim, a terceira e última área é o incentivo aos criadores de aplicativos, que contribuíram para o forte crescimento da App Store. “Temos um profundo senso de responsabilidade para devolver ao nosso país e às pessoas que ajudaram em nosso sucesso”, disse Cook, reforçando os compromissos da empresa.

Fonte: The Verge, ABC News

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