YouTube anuncia que canais infantis de má qualidade serão desmonetizados

YouTube anuncia que canais infantis de má qualidade serão desmonetizados

Por Igor Almenara | Editado por Douglas Ciriaco | 25 de Outubro de 2021 às 18h29
Unsplash

O YouTube será mais rígido com canais que se autodenominam infantis, mas que tenham conteúdo de qualidade duvidosa, anunciou a empresa nesta segunda-feira (25). Em busca de oferecer maior proteção para crianças e adolescentes, a plataforma afirma que desmonetizará criadores que publiquem vídeos de malfeitos, que incentivem comportamento agressivo ou perigoso ou que tenham claro e insistente interesse comercial.

Não é de hoje que o YouTube tenta passar o pente fino em criadores que se dizem focados no público infantil, mas que buscam apenas explorar essa audiência mais jovem. A primeira vez que um aviso semelhante apareceu foi no app YouTube Kids em agosto, porém, agora, as regras novas começam a valer nas diretrizes gerais da plataforma.

Mudança nas regras de monetização se aplicam a canais que se autodenominam infantis ou que frequentemente publicam conteúdo destinado a esse público (Imagem: Christian Wiediger/Unsplash)

Na época, a mudança foi resultado de uma série de manifestações de entidades de proteção ao consumidor, que acusavam criadores de conteúdo de não deixar claro sua relação com empresas em vídeos relacionados a produtos.

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O que é conteúdo de má qualidade?

A partir de novembro, as políticas de monetização abraçarão as novas regras e cortarão os ganhos acerca de canais “feitos para crianças” que frequentemente não produz conteúdo, de fato, produzido para os pequenos. Isso inclui:

  • Vídeos com proposito claramente comercial e que incentivem o consumo;
  • Material que incentiva mal comportamento (como bullying, desonestidade, desrespeito, hábitos alimentares ruins, pegadinhas perigosas e mais);
  • Conteúdo educacional enganoso, sensacionalista ou mentiroso;
  • Vídeos que incluam personagens infantis em situações não apropriada para crianças;

De acordo com o comunicado, os vídeos serão avaliados pelo YouTube, seja através do algoritmo do Programa de Parcerias do YouTube ou manualmente, pela equipe de moderação da plataforma. Os conceitos que envolvem conteúdo de "má qualidade" também estão em constante alteração, afirma a companhia.

Se insistirem no erro, criadores de conteúdo infantil podem ser removidos ou bloqueados do Programa de Parcerias do YouTube, o que corta a possibilidade de fazer dinheiro a partir de visualizações e exibição de anúncios. Aqueles que podem estar sujeitos às novas regras receberão um comunicado por e-mail para acompanhar as mudanças com mais atenção.

Fechando cerco

Mudanças no algoritmo de recomendação de conteúdo podem até implicar em uma reflexão por parte do youtuber, mas nem sempre são suficientes para ditar uma mudança geral de comportamento. As regras de monetização, porém, são mais incisivas e provocam alterações mais gritantes quanto às criações que circulam no YouTube.

Proteger crianças é a principal prioridade, diz YouTube (Imagem: Andrea Piacquadio/Pexels)

Do outro lado, o bom criador de conteúdo pelos padrões no YouTube tende a crescer por apoio do algoritmo. O site anunciou que os usuários com vídeos que incentivem o bom comportamento, aprendizado, curiosidade, criatividade e interação com questões do mundo real (de forma adaptada, logicamente) serão impulsionados pelas recomendações no app YouTube Kids.

"Responsabilidade é nossa prioridade número um no YouTube, e nada é mais importante do que proteger as crianças", pontua o YouTube.

Sozinhas, as mudanças não surtem muito efeito, mas a novidade anunciada hoje faz parte de um conjunto maior. Também em agosto, o Google apresentou uma série de recursos que o YouTube estaria para receber, como monitoramento de tempo total consumindo vídeos e regras de privacidade mais rigorosas.

Segundo o YouTube, mais mudanças podem surgir com o tempo, e por isso é importante ficar atento aos futuros anúncios da plataforma.

Fonte: YouTube

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