Cashback: você sabe como ter parte do dinheiro das suas compras online de volta?

Por Andressa Neves | 11 de Julho de 2017 às 12h39

As compras online vêm crescendo de forma intensa. No Brasil, a previsão é de que o e-commerce apresente alta de 10% a 15% em 2017, sendo que os números do ano passado registraram aumento de 8%. Apesar do envolvimento das pessoas com as compras na internet, poucas delas sabem que alguns sites oferecem a oportunidade de que seus consumidores recebam parte do dinheiro gasto em compras de volta.

Esse modelo de negócio, chamado Cashback (dinheiro de volta), já tem ampla adesão no exterior e vem ganhando força também entre os brasileiros. Apesar de muitos estranharem, o sistema funciona de forma bastante simples: em vez de fazer as compras diretamente no site das empresas, o consumidor cadastrado em plataformas de Cashback é redirecionado às lojas de sua preferência, onde será efetuado o pagamento das compras. Como os sites de Cashback foram os responsáveis por levar o cliente à loja, eles recebem uma comissão paga pelas próprias empresas e dividem parte do valor com o comprador.

Mas por que as empresas fazem isso? Os programas de fidelidade são responsáveis por grande parte da retenção no varejo. Isso significa que, para as empresas, lançar estratégias de fidelidade custa pouco e aumenta as chances de conseguir transações. De acordo com informações da Nielsen, o Brasil é o país com maior adesão a esses programas na América Latina, com participação de 53% dos clientes. Como o Cashback funciona em forma de ciclo (Site de Cashback - Consumidor - Loja), todos os participantes saem ganhando, afinal o consumidor acaba reavendo parte do valor gasto em produtos/serviços que ele compraria de qualquer maneira.

Cashback funciona?

O cashback é conhecido no varejo físico desde a década de 1980, principalmente nos Estados Unidos. Já a aplicação para compras online começou em 1998, quando a pontocom Ebates inovou levando o modelo para a internet.

Mesmo fazendo bastante tempo, aqui no Brasil apenas em 2007 uma companhia tentou implantar o modelo. Na ocasião, a startup Compra3 chegou a ter 600 mil clientes, mas acabou encerrando seu trabalho em 2013. Felizmente, outras empresas começaram a investir no sistema, que tem demonstrado, finalmente, bons resultados no país.

A Méliuz, fundada em 2011, por exemplo, já tem mais de 2,5 mil estabelecimentos parceiros em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia e Porto Alegre. Já são mais de 2 milhões de usuários que receberam cerca de R$ 28 milhões em cashback. Especialmente agora, momento em que os brasileiros enfrentam uma alta taxa de desemprego, contar com sistemas que facilitam as compras pode fazer uma boa diferença no final do mês. 

"O cashback gera uma vantagem real para os clientes por não se tratar de um desconto em produtos, mas por parte do dinheiro voltar após a compra de produtos que às vezes já estão em promoção", explicou Vinícius Rossignoli, gerente de Marketing da In Mais, uma das empresas que atuam no setor, ao site Administradores. 

Infográfico Cashback: Reprodução Estadão

Sites que trabalham com Cashback no Brasil

Há inúmeros sites que trabalham com descontos e programas de Cashback no Brasil, e a tendência é que a onda continue crescendo. Confira alguns dos mais populares:

Cashola

O Cashola oferece cupons de desconto e ofertas de cashback para clientes de centenas de lojas, incluindo Submarino, Carrefour, Sephora e Livraria Cultura.

Méliuz

Assim como o Cashola, o Méliuz permite que os consumidores tenham o "reembolso" de parte do valor gasto em suas lojas favoritas. Entre as empresas parceiras estão a Dafiti, Ponto Frio, Extra e Casas Bahia.

Poup

Também com cupons de desconto e sistema de dinheiro de volta, o Poup conta com sistema de fidelidade para clientes de lojas como Saraiva, Nike, C&A e Fast Shop.

Mooba

Com descontos e Cashback, o Mooba trabalha com empresas de diversas áreas. Entre elas estão a Gol Linhas Aéreas, Petz, Natura e Submarino Viagens.

In Mais

A plataforma funciona por meio de pontos que podem ser trocados por dinheiro. Lojas como Americanas, Claro, Centauro e Shoptime integram o grupo de parceiros do site.

Como você pode ver, não há mágica quando se fala em Cashback, já que as empresas se beneficiam do sistema. “Essa facilidade pode ser um incremento nas vendas ou, no caso de um mercado recessivo como estamos vendo, uma forma de fechar negócio”, revelou Silvio Laban, professor de marketing do Insper ao Estadão. 

E então, você utiliza ou já utilizou alguma plataforma de Cashback? Conte para a gente a sua experiência nos comentários!

Com informações de Revista Exame, Administradores, E-commerce Brasil , Estadão