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Carteira digital da Meta será descontinuada em breve

Por  • Editado por  Douglas Ciriaco  | 

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Divulgação/Facebook
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A carteira digital Novi será encerrada em 1º de setembro de 2022. Criada pela Meta para abrigar criptomoedas e ativos digitais, a ideia era oferecer suporte à moeda Diem, uma cripto própria da empresa, mas acabou restrita ao uso à USDP — uma stablecoin da empresa Paxos. O projeto morre com menos de um ano de vida, um claro reflexo do conturbado processo de desenvolvimento e do momento delicado do inverno das criptomoedas.

A gigante das mídias sociais bloqueará os depósitos a partir de 21 de julho de 2022 e aconselha a todos a retirada dos fundos o mais rápido possível. O aplicativo Novi será excluído das lojas de aplicativos em breve, enquanto o histórico de transações e outras informações ficarão inacessíveis após o fim do suporte, em setembro.

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Esperava-se que a Novi estivesse nos planos para o metaverso, mas é provável que Mark Zuckerberg tenha outra solução engatilhada. A expertise será utilizada em uma nova solução voltada para o mundo digital, possivelmente com suporte aos tokens não fungíveis (NFTs) e outras interações com a Web3.

“Já estamos aproveitando os anos gastos na construção de recursos para blockchain e na introdução de novos produtos, como colecionáveis ​​digitais”, disse um porta-voz da Meta à Bloomberg. "Você pode esperar ver mais no espaço da Web3 porque estamos muito otimistas sobre o valor que essas tecnologias podem trazer para as pessoas e empresas no metaverso", concluiu a companhia.

Uma carteira cripto que não deu certo

Antes conhecido como Calibra, o projeto era oferecer uma carteira para suportar a criptomoeda Libra, que passou depois a se chamar Diem. Um dos principais empecilhos foi a atuação dos órgãos regulares dos Estados Unidos, que fizeram uma série de exigências e monitoraram de perto o desdobramento. A polêmica foi tamanha que até membros do Congresso e o presidente dos Estados Unidos da época, Donald Trump, criticaram abertamente o produto.

A Novi passou a ser usada em um projeto integrado ao WhatsApp, como uma forma de enviar e receber dinheiro via chat. A ideia era trazer as criptomoedas para o ambiente "tradicional" do mensageiro, em uma tentativa de dar uma utilidade para a carteira e tentar lucrar em cima das transações. Mesmo assim, a iniciativa também não decolou e agora será enterrada de vez.

No começo de fevereiro, a Meta vendeu todas as suas reservas de Diem por cerca de R$ 1 bilhão, um indício do que viria por aí. Em abril, rumores apontavam para um serviço de empréstimos e moeda própria para o metaverso. A ideia seria criar um sucessor dos produtos atuais, o que provavelmente começa a se concretizar com este anúncio.

Fonte: Bloomberg