O que é armazenamento em nuvem e como funciona

Por Matheus Bigogno Costa | 30 de Julho de 2020 às 12h05

Desde sua criação na década de 1960 até os dias de hoje, a internet sofreu mudanças significativas. À medida que a tecnologia foi evoluindo, novos conceitos foram incorporados ao cotidiano das pessoas, como o armazenamento em nuvem.

Atualmente, existem diversos serviços à disposição e com variadas capacidades de armazenamento para empresas e usuários. Olhando para o futuro, a tendência é que esse valor continue aumentando cada vez mais. Confira neste artigo o que é e como funciona o armazenamento em nuvem.

O que é e como funciona o armazenamento em nuvem

O armazenamento em nuvem já está bastante inserido no cotidiano das pessoas. É muito difícil encontrar aqueles que não utilizam serviços como Google Drive, o iCloud, o One Drive ou muitos outros disponíveis.

Basicamente, o armazenamento em nuvem consiste no ato de armazenar um ou mais arquivos em um HD fora da sua máquina, através da internet. Um ponto curioso a se considerar é que, muitas vezes, estes arquivos armazenados podem nem estar fisicamente no mesmo país que você reside.

Isso é possível, pois os serviços em nuvem contam com um servidor que fará a comunicação dos dispositivos pessoais com data centers (centros de dados). Os data centers são locais físicos que possuem um alto nível de segurança digital, física e estão espalhados pelo mundo.

Quando um usuário acessa um serviço de armazenamento em nuvem através de seus dispositivos, ele está acessando os servidores diponibilizados pelas empresas. Com uma conta, é possível acessar, compartilhar, editar e até mesmo excluir os arquivos armazenados na nuvem.

Por que se chama armazenamento em "nuvem"?

Apesar da tecnologia ter se tornado acessível para o público há relativamente pouco tempo, o termo “nuvem” já era utilizado na computação desde a década de 1970. A palavra “nuvem” era utilizada como uma metáfora para a Internet e, antes disso, era utilizado em desenhos e diagramas de telefonia.

Desde os anos 1970 a palavra "nuvem" era utilizada para se referir à internet (Imagem: Reprodução/How-To Geek)

O desenho de uma nuvem era utilizado antigamente para representar a internet em fluxogramas e diagramas, indicando que não importava o caminho pelo qual a informação seguiria até chegar no ponto final.

Vantagens e desvantagens do armazenamento em nuvem

Um dos principais pontos positivos é que o armazenamento em nuvem não requer que as pessoas comprem hardwares para armazenar seus arquivos. Diversos serviços possuem espaço considerável para armazenamento de forma gratuita.

Além disso, utilizar a nuvem permite que arquivos sejam acessados sem a necessidade de encontros presenciais, que às vezes podem ser inviáveis. Equipes de desenvolvimento, por exemplo, podem trabalhar remotamente e acessar arquivos que estão salvos em nuvem.

Porém, para acessar estes arquivos, é necessário estar constantemente conectado à internet. Isso pode se tornar um empecilho, pois nem todas as áreas possuem boas coberturas de internet ou conexões estáveis e os usuários podem enfrentar problemas para acessar seus arquivos.

O futuro do armazenamento em nuvem

É muito comum associar serviços de armazenamento como os únicos serviços de nuvem. Fato é que, até serviços de streaming de vídeo ou música também funcionam com armazenamento e computação em nuvem.

Apesar de ainda não estar disponível no Brasil, já existem serviços de streaming de jogos, como o PlayStation Now. E a esperança é de que o modelo se torne cada vez mais acessível para o público com o lançamento do Google Stadia e o Projeto xCloud da Microsoft.

Muitos avanços foram conquistados e não há limites para a tecnologia. E a esperança é de que as novas tecnologias se tornem cada vez mais acessíveis para o grande público.

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.