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Meta e OpenAI preparam IAs que raciocinam como humanos, diz site

Por| 10 de Abril de 2024 às 17h57

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Pixabay/geralt
Pixabay/geralt

A era das IAs que pensam como pessoas está prestes a começar, com OpenAI e Meta prestes a lançar modelos de inteligência artificial que raciocinam e planejam como seres humanos. As informações são do site Financial Times.

Vice-presidente de pesquisa em IA da Meta, Joelle Pineau revelou à publicação que a companhia tem desempenhado um trabalho pesado para fazer com a próxima geração de seu modelo de IA, o Llama 3, consiga realizar ações avançadas.

“Trabalhamos duro para descobrir como fazer com que esses modelos não apenas falem, mas realmente raciocinem, planejem e tenham memória”, disse Pineau.

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Ainda de acordo com o Financial Times, as novas tecnologias poderão solucionar problemas complexos e realizar tarefas avançadas. Nas palavras do diretor de operações da OpenAI, Brad Lightcap, o ainda não anunciado GPT-5 será capaz de resolver “problemas difíceis”.

“Começaremos a ver IA capaz de lidar com tarefas mais complexas de uma maneira mais sofisticada”, comentou. “Penso que estamos apenas arranhando a superfície da habilidade que esses modelos têm de raciocinar”, prosseguiu o executivo.

AGI, é você?

AGI é sigla em inglês para Inteligência Artificial Geral, ou seja, uma inteligência artificial avançada e capaz de realizar ações de maneira semelhante ao que fazem os seres humanos. Atualmente, as IAs que geram conteúdo são treinadas com vários modelos e, apesar de serem chamadas “generativas”, elas de fato não criam nada do zero.

Ao Canaltech, o mestre em Inteligência Artificial pela FEI Fernando D’Angelo explica que “os grandes modelos de linguagem que conhecemos dão a impressão que conhecem todas as coisas, mas na verdade são máquinas matemáticas que inferem a probabilidade de qual é a próxima palavra que precisa ser escrita naquela resposta, dado um determinado contexto”.

Com a AGI, a tecnologia dá um passo adiante ao se tornar capaz de realizar ações de maneiras mais imprevisíveis e até certo ponto autônomas. Apesar de isso deixar no ar algo quase sinistro, como uma possível ameaça à lá Matrix e ExterminadordoFuturo, na prática, a promessa da indústria é que tal avanço tornaria possível a criação de assistentes ainda mais inteligentes para realizar tarefas como agendar viagens, reservar lugar em restaurantes e sugerir melhorias em sistemas de trânsito ou logística, por exemplo.

Se as próximas gerações de modelos de IA da Meta e da OpenAI vão de fato nos levar a este patamar, porém, só o tempo dirá. Fato é que cada vez mais a IA toma conta de aplicativos do dia a dia e, além de ChatGPT e Gemini, em breve você terá esses recursos presentes de forma nativa em apps como WhatsApp.

Isso tudo, porém, não tem uma previsão exata para acontecer e será necessário aguardar os próximos capítulos.

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Fonte: FT