Covid-19 | Inteligência artificial pode identificar pessoas sem máscaras

Por Nathan Vieira | 18 de Fevereiro de 2020 às 16h35
Agência Brasil
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Com o medo crescente do Covid-19, o novo coronavírus, as empresas na China estão se esforçando para limitar sua propagação. Em um desses esforços, o principal mecanismo de busca do país, o Baidu, criou um modelo de inteligência artificial para detectar pessoas que não estão usando máscaras. Talvez você esteja se perguntando o porquê disso, mas é que como o coronavírus pode se espalhar através do contato próximo com uma pessoa infectada através de tosse, espirro ou até gotícula respiratória, a China simplesmente tornou obrigatório o uso de máscaras faciais em várias regiões. Então, a população é instruída a usar máscaras em locais públicos como restaurantes, shoppings e até ônibus ou metrô.

Com isso em mente, as autoridades chinesas enfrentam dificuldade para identificar pessoas que não usam máscaras quando se trata de grandes multidões. É aí que a ferramenta do Baidu entra em ação. A empresa por trás da criação dessa inteligência artificial garante ter treinado o modelo em mais de 100 mil imagens para alcançar uma precisão de previsão de 96,5%.

Inteligência artificial pode identificar pessoas sem máscaras na China

O governo e as empresas em geral estão investindo forças para conter o coronavírus. Na semana passada, o governo chinês lançou um aplicativo para ajudar as pessoas a saber se entraram em contato próximo com alguém afetado pelo vírus, por exemplo. No caso das empresas chinesas, é válido perceber que elas estão fornecendo ferramentas e financiamento para alimentar pesquisas para encontrar a cura da Covid-19. No início deste mês, o Baidu e o gigante do comércio eletrônico Alibaba melhoraram os tempos de previsão da estrutura de RNA do vírus.

Em paralelo, alguns países como os EUA estão com pesquisas avançadas para esse fim. No fim de janeiro, Vas Narasimhan, CEO da multinacional farmacêutica Novartis, afirmou que a solução só deve chegar daqui 18 meses — possivelmente quando a epidemia deve estar controlada, argumentando que é preciso uma análise mais detalhada do comportamento do patógeno.

Fonte: The Next Web

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