Centro de controle de tráfego da Oi amplia capacidade de internet na GameXP

Por Rafael Arbulu | 27 de Julho de 2019 às 17h00
(Foto: Rafael Arbulu)
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Uma das maiores dificuldades de todo evento de grandes proporções é assegurar conexão com a internet, em caráter estável e com o mínimo possível de engasgos. No caso de algo tão grande como a GameXP, que aconteceu entre os dias 25 e 28 de julho, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, isso é especialmente complicado. Com 118 hectares (cerca de 1,18 milhão de metros quadrados) e quase toda a estrutura ocupada por arenas de eSports, atividades online variadas, jogos multiplayer, além de conexões específicas para todos os fornecedores do evento, “trabalhoso” é um adjetivo bem reducionista quando falamos de acesso à internet.

Gustavo Brambilla, diretor de infraestrutura da Oi, apresentou ao Canaltech e a outros jornalistas convidados a estrutura de rede desenvolvida pela companhia para o evento. Ele conta que a Oi estabeleceu um NOC (sigla em inglês para "Centro de Operações de Rede") que funciona como o hub de todas as atividades online em curso pelo parque. Mas engana-se quem acha que isso se limita a garantir que o Wi-Fi funcione.

“Não é [uma questão de] avaliar o dia”, conta Gustavo. “É avaliar hoje às 10h, ao meio dia, às 15h… o mesmo para os outros dias e assim por diante”. Isso porque, como dissemos, além de fornecer internet para os patrocinadores do evento conduzirem seus negócios, as atrações para o público durante a GameXP exigiram uma ampliação da capacidade de conexão da Oi. Avaliando pelos anos anteriores em relação a este, a edição 2019 da feira contou muito mais atividades relacionadas a eSports e jogos multiplayer rodando incessantemente.

A Samsung, por exemplo, criou um palco gigantesco para realizar partidas online em vários jogos; e a Ubisoft contava com minitorneios de eSports, além da exibição de jogos com função online, como Tom Clancy’s Ghost Recon: Breakpoint. Se alguma conexão falha, isso poderia significar o fim de uma atração.

Apresentação das capacidades de gerenciamento de rede da Oi para a GameXP, dentro do NOC da empresa (Imagem: Divulgação/Oi)

“Nossos controles avaliam até mesmo aspectos de temperatura, mas não dos equipamentos em si: por exemplo, se em uma determinada hora, um estande tenha uma certa atividade online programada, haverá um deslocamento em massa do público para aquele setor do Parque”, conta Gustavo. “Faz sentido, então, que o reforço de banda ali seja maior do que, digamos, um estande cujas atrações fecharam há uma hora”.

Essa avaliação em tempo real é possível graças a métricas de monitoramento em tempo real estabelecidas dentro do centro de controle da Oi, o qual tivemos acesso mas, por questões de segurança, não fomos autorizados a fazer imagens (o material visto aqui é de divulgação da empresa).

São quase uma dúzia de telões, cada uma com uma avaliação diferenciada: o primeiros a ser demonstrado aos convidados foi o de “alarmes”, que, segundo explicação do diretor, contava com uma tecnologia de tomada imediata de ação, a fim de que o problema já começasse a ser resolvido de prontidão, antes mesmo da ação humana: “existem sistemas implementados que avaliam qual a ocorrência naquele ponto de acesso, ou ‘PA’, e se for algo simples, ele próprio soluciona. Em questões mais complicadas, o sistema estabelece diagnósticos completos para que nossos técnicos já tenham toda a informação e possam atuar de forma específica”.

Não por menos, a Oi é a fornecedora de estrutura de rede da GameXP pelo terceiro ano consecutivo. Gustavo credita isso à expertise da empresa na atuação em grandes eventos: “Já atuamos como provedora de soluções digitais integradas para eventos nacionais e internacionais, como o Rock in Rio e a Conferência Rio+20. Na GameXP do ano passado, por exemplo, registramos o tráfego total de 34,2 terabytes, superando o volume da final da Copa do Mundo 2014. A Oi tem a maior de rede de transporte do Brasil, com mais de 360 mil km de fibra, com alta capacidade, o que nos garante um diferencial competitivo, tanto para atender eventos e empresas, quanto para oferecer serviços ao cliente final”.

Gustavo Brambilla, diretor de rede da Oi, explicando como funcionam os recursos de monitoramento de rede da empresa, instalados na GameXP (Imagem: Divulgação/Oi)

Além da internet disponível para público visitante e fornecedores, a Oi ainda contou com tecnologias de controle de acesso de última geração. Uma delas, que nós conseguimos ver em funcionamento, é a de video analytics: essa premissa foi aplicada no NOC como uma medida de controle contra acessos indevidos (a área era restrita apenas a funcionários de gestão de rede da Oi) e consiste em uma plataforma de videomonitoramento inteligente para a análise de imagens, através de uma plataforma de armazenamento, análise de imagens e correlação de eventos em cloud. Entre seus recursos, destacam-se alarmes de detecção de acesso indevido a área restrita e comportamentos suspeitos, reconhecimento facial automático, leitura de placas (para identificação de carros roubados ou irregulares, por exemplo), entre outros.

“Usamos o banco de dados de imagens de nossos funcionários para atribuirmos permissões de uso das nossas áreas de rede”, conta Brambilla. “Basicamente, se o seu rosto está previamente cadastrado, você entra. Mas com a experiência de vocês aqui, hoje, por exemplo [ele refere-se aos jornalistas]: vocês estão aqui agora, mas ao sair, se tentarem entrar de novo, já não terão o acesso liberado, haja vista que, depois da experiência, removemos os cadastros. A grosso modo: nosso sistema não aponta a sua identidade, ele apenas reconhece que o seu rosto é ou não é credenciado para acesso naquele ponto”.

Mapa de atrações da Game XP 2019: a Oi desenvolveu a estrutura de rede para contemplar todo o Parque o Olímpico, no Rio de Janeiro (Imagem: Divulgação/GameXP)

Roberta Coelho, a CEO da Game XP, exaltou a experiência da Oi para fornecimento de internet: “O mundo dos games é extremamente desafiador em termos de tecnologia. Nós temos a maior tela do mundo e realizamos diversos campeonatos profissionais, então precisamos de uma conexão protegida, que não tenha quedas em nenhum momento, então fomos, nós e a Oi, os primeiros a chegar no Parque, posicionar toda essa infraestrutura que a Oi já vinha trabalhando. Para nós, que temos como objetivo realizar um evento onde a experiência faça toda a diferença, a Oi vem não só como um incrível parceiro comercial, pois faz com que nós realmente possamos entregar ao público um evento ainda maior, e se não fosse pelas soluções da Oi, não sei se conseguiríamos entregar uma experiência tão incrível para o nosso público”.

*Rafael Arbulu participou da GameXP a convite da Oi.

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