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O que é RFID?

Por| Editado por Wallace Moté | 14 de Abril de 2022 às 15h25

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u_h0yvbj97/Pixabay
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A Identificação por Radiofrequência, ou RFID (Radio-Frequency Identification, na sigla em Inglês), é o método que utiliza ondas de rádio para registrar e coletar informações de etiquetas dedicadas. A tecnologia existe há décadas, mas ganhou novas aplicações e estudos mais aprofundados nos últimos anos, sendo atualmente cotada para substituir o código de barras, além de contar com algumas variações mais encorpadas já comuns no cotidiano.

O que é RFID?

O RFID consiste basicamente no uso de ondas de rádio para coletar informações de objetos e até seres vivos por motivos diversos. A tecnologia foi desenvolvida originalmente durante a Segunda Guerra Mundial, pelo físico britânico Robert Alexander Watson-Watt, e utilizada pelas tropas inglesas para ampliar as capacidades dos radares.

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Com o uso do RFID, através da implantação de transmissores nos aviões ingleses, além de se saber com antecedência a chegada das aeronaves através do radar, era possível identificar se o veículo em questão era aliado ou inimigo. Apesar de contar com os avanços de décadas de estudos, a tecnologia segue funcionando essencialmente da mesma maneira atualmente.

Como funciona o RFID?

Para funcionar, um sistema de RFID precisa de uma etiqueta, um leitor e um computador, que atuam em um procedimento simples: o leitor emite uma frequência de ondas de rádio para ativar a etiqueta que, por sua vez, retorna o sinal com os dados solicitados. Essas informações são enviadas ao computador, que as armazena e avalia utilizando um software dedicado.

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Um diferencial desse tipo de sistema é que o processo pode ser completamente automatizado, tendo pouca ou nenhuma intervenção de um usuário. Isso o caracteriza como membro de um grupo de tecnologias conhecido como Automatic Identification and Data Capture (AIDC), ou Captura de Dados e Identificação Automática, em tradução livre.

O RFID é similar ao código de barras no funcionamento, mas tem a vantagem de não depender de alinhamento com o sensor óptico, por utilizar as ondas de rádio. Cada um dos elementos que compõem o sistema de identificação por radiofrequência possuem algumas peculiaridades, que permitem estender o uso da tecnologia para diferentes áreas.

Etiqueta

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As etiquetas RFID costumam ser compostas de um chip para armazenamento das informações, junto a uma antena para receber e realizar as transmissões. Existem três tipos de etiquetas:

  • Ativas: embarcam uma bateria que turbina a transmissão e possibilita que o sinal atinja grandes distâncias, o que as torna mais caras.
  • Passivas: utilizam a própria energia enviada pelo leitor para ativar a transmissão, o que reduz os custos, mas limita o alcance de maneira significativa.
  • Semipassivas: combinam as características dos outros dois tipos ao unir uma etiqueta passiva com uma bateria mais simples para ampliar o alcance do sinal.

Outro aspecto importante é a frequência da transmissão — quanto maior a frequência, maior o alcance, mas mais suscetível a interferências é o sinal. As etiquetas de alta frequência (HF) estão normalmente presentes em crachás, livros e aplicações antifalsificação, enquanto as de ultra alta frequência (UHF) costumam ser usadas para rastreamento de itens e logística de empresas.

Fora isso, enquanto algumas delas só podem ser gravadas uma única vez, as chamadas WORM (Write Once, Read Many), outras possibilitam a adição de novas informações por meio da regravação de dados.

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Leitor

O leitor, ou "interrogador", é o responsável por emitir as ondas de rádio que ativam as etiquetas e receber as informações para encaminhá-las ao computador. Composto de uma ou mais antenas, esse dispositivo pode ser fixo ou portátil, e equipado em um celular ou mesmo em grandes estruturas como túneis, com variações de tamanho de acordo com a aplicação, que também dita o alcance do sinal de rádio.

Computador

É no computador que o processamento dos dados é feito, através de um software especializado que realiza a filtragem das informações recebidas — cada etiqueta pode conter mais dados que o necessário, ou ser lida múltiplas vezes. Vale destacar que a necessidade de "limpar" o sinal recebido não é exclusiva dos sistemas RFID, já que os códigos de barras atuam de maneira similar.

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Aplicações do RFID

Os sistemas RFID já são amplamente adotados em inúmeros setores, estando presentes desde ambientes corporativos até smartphones e cartões de identificação. Alguns dos principais usos da tecnologia incluem:

  • Pagamento em trânsito;
  • Controle de estoque;
  • Rastreamento de cargas e animais;
  • Rastreamento em modalidades esportivas;
  • Restrição de acesso de áreas;
  • Identificação biométrica.

NFC é versão mais robusta do RFID

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A tecnologia de Near Field Communication, ou apenas NFC, é um recurso que se popularizou nos últimos anos, especialmente em celulares. Seu uso mais comum é o de pagamentos por aproximação, mas também é possível gerenciar configurações no dispositivo receptor, transferir dados mais complexos, entre outras funcionalidades.

O NFC é de fato baseado nos mesmos princípios dos sistemas RFID, mas possui algumas peculiaridades: além de operar apenas na frequência de etiquetas HF (13,65 MHz), um dispositivo NFC pode atuar tanto como etiqueta como leitor, o que possibilita a comunicação entre dois aparelhos. Seu alcance também é limitado, entre 1 cm e 10 cm, o que o torna a opção ideal para transmissões com foco na segurança, como os pagamentos.

Fonte: SyscontrolAB&R, AtlasRFIDStore