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NVIDIA fica em Taiwan: CEO desmente rumores de mudança em massa para os EUA

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Reprodução/TSMC
Reprodução/TSMC

Depois de rumores circulando pela indústria, o CEO da NVIDIA, Jensen Huang, negou que haja um plano para transferir 40% da capacidade produtiva da TSMC de Taiwan para os Estados Unidos. Segundo o executivo, as novas fábricas em solo americano representam uma expansão da capacidade global e não uma substituição das operações existentes na ilha.

Huang explicou que o movimento de "onshoring" (a construção de fábricas próximas aos centros de consumo) é uma necessidade logística e estratégica para atender à crescente demanda por semicondutores voltados à inteligência artificial. Ele reforçou ainda a importância de ter a produção da TSMC em regiões variadas.

"A TSMC terá que aumentar muito sua capacidade na próxima década. Parte dessa produção será feita nos EUA, parte na Europa, parte no Japão e parte aqui. Grande parte continuará sendo feita aqui. Portanto, minha expectativa é que a demanda por wafers e capacidade da TSMC excederá em muito a quantidade de energia disponível em Taiwan", disse Huang em entrevista em Taiwan.
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TSMC é peça estratégica para a tecnologia global

O CEO da NVIDIA reforçou ainda que, embora a NVIDIA utilize fábricas em diferentes partes do mundo, a base de tecnologia avançada da TSMC em Taiwan continuará sendo o núcleo operacional para os produtos mais complexos da marca. Lembrando que, apesar de o Time Verde ser o maior cliente, a TSMC atende ainda AMD, Qualcomm, Apple, entre outros gigantes.

A declaração visa acalmar temores sobre o enfraquecimento do chamado "Escudo de Silício", termo usado para descrever como a importância da produção de chips de Taiwan garante sua segurança geopolítica. Para Huang, o ecossistema taiwanês permanece indispensável devido à sua eficiência e maturidade técnica acumulada ao longo de décadas.

Em resumo, essa estratégia de diversificação geográfica tem dois efeitos principais. O primeiro deles é a segurança no fornecimento de chips. Com a descentralização da produção, diminui os riscos de interrupções na cadeia de suprimentos por fatores regionais. No caso de Taiwan, principalmente, as tensões com a China.

Além disso, um possível ponto negativo com a fabricação fora de Taiwan, especialmente nos EUA, seria custos mais elevados de mão de obra e construção, o que pode influenciar a precificação de futuras gerações de processadores e placas de vídeo.

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