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EUA investigará uso de chips chineses em linhas de produção

Por| Editado por Wallace Moté | 22 de Dezembro de 2023 às 11h25

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O Departamento de Comércio dos Estados Unidos informou na última quinta-feira (21) que realizará uma pesquisa com as linhas de produção nacionais e a base industrial de defesa, para averiguar a utilização de chips que sejam originados da China. 

De acordo com as informações divulgadas, a intenção é descobrir como as empresas estão utilizando semicondutores atuais e de legado (chips fabricados com tecnologia mais antiga), antes de um novo programa de subsídios que chegará a US$ 40 bilhões (cerca de R$ 195 bilhões em conversão direta). 

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O departamento ainda apontou que o objetivo é “reduzir riscos de segurança nacional” impostos pela China em setores críticos da indústria estadunidense. 

Relatórios divulgados pelo órgão indicam que o governo chinês teria feito subsídios de US$ 150 bilhões (~R$ 730 bilhões) na própria indústria de semicondutores ao longo da última década. As autoridades dos EUA afirmam que isso cria uma situação de “desigualdade em relação aos Estados Unidos e outros países competidores”. 

Em declaração recente, a Secretária de Comércio dos EUA, Gina Raimondo, disse que “nos últimos anos, foram vistos sinais potenciais de práticas preocupantes da China, para expandir suas firmas de chip de legado”.

Investimento chinês preocupa EUA

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Há alguns meses, as autoridades dos EUA se atentaram ao lançamento de novos chips vindos da China, especialmente o Kirin 9000s desenvolvido pela Huawei. As maiores preocupações do governo norte-americano estariam relacionadas ao suporte para redes 5G, e ao nível de complexidade supostamente mais alto do que deveria ser possível em um contexto de sanções estadunidenses. 

Na mesma época, Raimondo chegou a dizer que o Kirin é um chip “incrivelmente perturbador”, e investigações foram abertas para entender em detalhes como o componente funciona.

Na última quinta-feira, a secretária apontou que o departamento deve fazer aproximadamente uma dúzia de investimentos estratégicos no ano que vem, incluindo aplicações bilionários que podem remodelar a produção de chips dos EUA. 

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As estimativas do departamento mostram que a fabricação de semicondutores nos Estados Unidos é cerca de 30% a 45% mais cara que no resto do mundo, por conta do investimento governamental considerado insuficiente. 

Por isso, Raimondo aponta que é necessário realizar “provisões permanentes que incentivam a construção e modernização constantes das plantas de fabricação de semicondutores”. Também é previsto um programa de dedução de impostos das empresas do ramo até 2027.

Fonte: Reuters