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Como o DLSS e o FSR afetam a qualidade da imagem?

Por| Editado por Jones Oliveira | 05 de Fevereiro de 2024 às 17h30

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Felipe Vidal/Canaltech
Felipe Vidal/Canaltech

O DLSS (Deep Learning Super Sampling) e o FSR (FidelityFX Super Resolution) são duas tecnologias da NVIDIA e AMD que prometem aumentar a taxa de quadros em games ao passo que melhoram a qualidade de imagem através do upscaling. Mas até que ponto esse aumento na resolução, seja com inteligência artificial ou algoritmos treinados, afeta a qualidade da imagem?

O Canaltech testou o DLSS e o FSR em Cyberpunk 2077 eAlan Wake 2para tentar entender como essas tecnologias afetam a qualidade de imagem nos games em seus mais variados modos. Vale ressaltar que esses dois games rodaram em qualidade máxima e sem o uso de Ray Tracing. Ademais, rodamos os games na resolução original de 3440x1440, ou seja, uma espécie de Quad HD+.

Setup de testes

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O que é DLSS e FSR?

Antes de começar o comparativo de imagens, é interessante relembrar um pouco sobre essas tecnologias. Tanto o DLSS quanto o FSR pegam a resolução nativa do game, como o 4K, e a reduzem para uma inferior a partir de certos modos (Qualidade, Equilibrado, Desempenho e Ultradesempenho). Quando a imagem é reduzida, uma série de algoritmos treinados e/ou inteligência artificial são usados para reconstruir os pixels restantes de volta para a resolução original, passando a sensação que estamos jogando realmente em 4K.

O problema é que isso nem sempre funciona bem. Reduzir a imagem para uma resolução muito baixa, como do 4K para HD, cria algumas deformidades, como veremos a seguir.:

Modos de funcionamento do DLSS e FSR
QualidadeOferece melhor qualidade de imagem, mas pouco salto de performance adicional.
Equilibrado/BalanceadoModo intermediário, já que mostra boa qualidade de imagem e oferece um bom desempenho.
DesempenhoFoca no ganho de performance e abre mão da qualidade de imagem.
UltradesempenhoOferece o máximo de performance possível através do upscaling, mas prejudica a imagem.

Resolução nativa e modo qualidade

Começando a bateria de testes, comparamos a resolução nativa de Cyberpunk 2077 Alan Wake 2 com o modo qualidade presente no DLSS e FSR. Cumprindo sua proposta, é bem difícil encontrar diferenças gráficas perceptíveis nos games, mesmo com um zoom de 100% nas imagens.

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Escolhemos propositalmente ambientes com iluminação mais densa, visto que isso dificulta a percepção do jogador nesses detalhes. Porém, mesmo em cenários muito iluminados, é bem difícil encontrar erros visuais, serrilhados ou problemas na profundidade dos objetos.

O modo qualidade cumpre bem sua função de entregar um nível de qualidade extremamente similar à resolução nativa, mesmo que a diferença na taxa de quadros seja relativamente pequena. Inclusive, em certos casos, o modo qualidade pode melhorar o anti-serrilhado da resolução nativa, como as soluções de TAA e FXAA. 

Esse modo pode ser muito interessante para jogadores que já possuem hardware suficiente para rodar em Quad HD ou 4K e só precisam de um empurrão mínimo para manter um nível maior de estabilidade na taxa de quadros. Ademais, também é possível utilizar na resolução Full HD, embora a qualidade gráfica possa ser piorada.

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Modo equilibrado ou balanceado

Chamado de equilibrado ou balanceado, esse modo é o meio do caminho e acaba por ser a escolha preferida de muitos usuários. O motivo é evidente nas imagens, uma vez que o DLSS e o FSR aumentam a taxa de quadros em certa proporção, mas não apresentam interferências visuais tão perceptíveis.

Para não dizer que não há nenhuma alteração na imagem, o DLSS em modo equilibrado mostra mais defeitos de serrilhado na ponta da arma e no personagem na barraca de comida em Cyberpunk 2077. Por outro lado, o FSR Balanceado revelou uma leve distorção visual na vegetação em Alan Wake 2, que parece ter uma nitidez menos acentuada. 

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Mesmo assim, esses problemas só foram observados com a ampliação das imagens em 100% e pausando os games para observá-los atentamente. Nos testes em um cenário de jogatina real, não foi possível perceber nada de estranho.

Assim, o modo equilibrado se torna uma opção ótima para resoluções mais altas, já que a diferença na qualidade de imagem será mínima e haverá um aumento de performance na casa de 65%.

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Modo desempenho e ultradesempenho

Partindo para os últimos dois modos, aqui as coisas realmente fogem do controle. O modo desempenho e ultradesempenho do DLSS e do FSR aumentam consideravelmente a taxa de quadros, mas literalmente podem estragar sua experiência de jogo caso você seja exigente com os gráficos. 

Esses modos já flertam com resoluções de saída perto do HD, principalmente quando renderizamos a partir do Full HD ou Quad HD, como é o nosso caso. Por exemplo, em Alan Wake 2 a resolução nativa sai de 3440x1440 do nosso monitor, para 1720x835 em modo desempenho e 1147x480 em modo ultradesempenho. Rodar qualquer game com uma resolução virtual de 480 pixels de altura realmente não é recomendado.

Isso gera problemas bem chatos. No próprio game da Remedy conseguimos ver como os objetos, texturas e efeitos ficam borrados, como se estivessem com um filtro opaco. Consequentemente, a profundidade da cena perde expressão, já que há menos definição para a luz e, consequentemente, a falta de criação de efeitos realistas no sombreamento. 

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Em Cyberpunk 2077, temos dois cenários bem definidos para mostrar os problemas visuais, seja com o DLSS ou o FSR. A primeira imagem, interna, revela problemas fortes de serrilhado no FSR em modo ultradesempenho e uma espécie de padrão listrado na fumaça. O DLSS mantém esses erros, aumentando as listras no efeito de fumaça e o serrilhado em objetos, como a arma do protagonista. 

Agora, quando vamos para um cenário externo, aberto e com movimento, o resultado é um verdadeiro desastre. As duas tecnologias não lidam bem com a baixa resolução no modo ultradesempenho e criam um efeito fantasma ao redor dos NPCs, além de um borrão quando esses personagens se distanciam da cena. Esses problemas são bem visíveis durante o gameplay e incomodam quem quer uma experiência mais cinematográfica. 

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Vale a pena usar o DLSS ou FSR em 1080p?

A resposta curta para essa pergunta é não. Usar os modos equilibrado, desempenho e ultradesempenho não é recomendado em Full HD, a menos que sua preocupação seja totalmente em conseguir mais quadros, abrindo mão da qualidade e fidelidade visual das imagens.

O modo qualidade ainda pode ser usado para melhor a jogatina em Full HD, mas isso seria o máximo que conseguiríamos recomendar. Para se ter uma ideia, o modo equilibrado renderiza as imagens em 1146x626, ou seja, uma resolução inferior ao HD.

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Menos qualidade de imagem, mais FPS

No fim das contas, é fácil dizer que o DLSS e o FSR geram impactos visuais negativos nos jogos quando usados em baixas resoluções de entrada, ou na utilização dos modos desempenho e ultradesempenho. O melhor dos mundos, por assim dizer, é o modo equilibrado/balanceado, já que causa poucos efeitos ruins e tem um aumento de desempenho notável.

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Mesmo assim, o modo ultradesempenho consegue aumentar o desempenho em mais de 150%. Em situações em que o setup do usuário é bem mais modesto, isso é um salto bem impressionante, apesar dos problemas de imagem.