Twitch planeja diminuir repasses aos parceiros, diz site

Twitch planeja diminuir repasses aos parceiros, diz site

Por Felipe Goldenboy | Editado por Bruna Penilhas | 27 de Abril de 2022 às 12h38
Montagem/Jp Valery/Unsplash

A Twitch, plataforma de streaming da Amazon, estuda uma reformulação no seu programa de parceiros ainda no inverno de 2022 para aumentar seus lucros. Entre as mudanças, estão o incentivo para mais propagandas e a diminuição dos valores repassados aos streamers, de 70% para 50%.

As informações são da Bloomberg. Outras medidas implementadas seriam novos tiers de sub e o fim da exclusividade — o que permitiria aos streamers fazerem lives no YouTube ou no Facebook também, por exemplo. As medidas devem afetar apenas os parceiros do site, ou seja, o “alto escalão” dos criadores, e não os afiliados.

Streamers da Twitch têm visto seus lucros caírem nos últimos meses, e é possível que caia ainda mais (Foto: Divulgação/Twitch)

Um dos principais benefícios para parceiros atualmente é, justamente, a divisão de lucros de subs — enquanto os afiliados recebem apenas 50% do valor, os parceiros recebem 70%. Caso a mudança aconteça, ambos receberão apenas metade, enquanto a Twitch fica com a outra.

A Bloomberg também informa que a própria Twitch sofre um “êxodo” de funcionários importantes e de longa data. Eles disseram que a plataforma “perdeu o contato com as necessidades da sua comunidade”. Até mesmo os programas de incentivo — em fevereiro, por exemplo, foi criado um que oferece pagamento fixo com base na exibição de anúncios — foram mal recebidos pelos trabalhadores.

A reportagem ressalta que as mudanças no programa de parcerias ainda não foram finalizadas e, portanto, podem sofrer alterações a qualquer momento. A Twitch não quis comentar o assunto. Como a plataforma ainda não se posicionou oficialmente, é válido considerar todas as informações como rumores.

Twitch reduziu renda dos streamers em julho de 2021

A reformulação do programa de parceiros vem em um momento turbulento: em julho do ano passado, a Twitch reduziu os valores (e os repasses) dos subs, sob a promessa de que isso aumentaria o lucro dos streamers. A realidade, porém, é o contrário: alguns criadores afirmaram ao Canaltech que estão recebendo quase três vezes menos. Alguns decidiram fazer greves, como o "Apagão da Twitch"; outros abandonaram a plataforma de vez. Tornou-se comum também lives com a tela preta apenas para bater a meta de horas.

Na época, o vice-presidente de monetização da Twitch, Mike Minton, declarou ao Globo Esporte que a nova tabela de preços para o mercado brasileiro considera valores praticados no país, como o preço de um café ou do Big Mac. Já ao Terra Game On, o executivo prometeu que iria dar novas entrevistas ao longo dos meses para reavaliar a mudança. Ele não se pronunciou mais desde então.

A Amazon comprou a Twitch em 2014 por US$ 970 milhões (cerca de R$ 2,2 bilhões na cotação da época). O foco dos executivos era o crescimento e a popularização da plataforma; agora, é a sustentabilidade financeira. Atualmente, é a principal plataforma para streaming de jogos, música e eventos ao vivo. Entre os principais streamers da plataforma no Brasil — todos parceiros —, estão Gaules, Alanzoka, Nobru, Coringa, YoDa, Cellbit, Neymar Jr. e mais.

Fonte: Bloomberg

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