Testamos Forza Horizon 6 no PC: Ray Tracing embelezou mais o que já era bonito
Por Raphael Giannotti • Editado por Jones Oliveira |

A franquia Forza Horizon sempre apresentou belos gráficos, principalmente do terceiro título em diante. O quinto game, lançado em 2021, ainda é um jogo cross-gen, ou seja, lançado para duas gerações, e mesmo assim entregou visuais impressionantes. Já Forza Horizon 6 é totalmente focado no Xbox Series e PC, mas isso muda alguma coisa? Vamos ver.
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O game se passa no Japão, mais especificamente em Tóquio e seus entornos, sendo possível avistar o Monte Fuji no sul, onde não é possível chegar (talvez em uma expansão no futuro?), passando por campos ao redor da metrópole, indo até às montanhas mais ao norte, tudo com uma variedade incrível de cenários para aproveitar todos os tipos de carros.
Para mim, esse é o melhor cenário da franquia inteira até agora. Tóquio já foi palco e serviu de inspiração para diversos games de corrida ao longo dessas décadas. Por conta dos avanços tecnológicos, a Playground Games conseguiu recriar a cidade (em uma escala bem reduzida, vale destacar) com muitos detalhes e aqui entra um ponto de extrema importância na versão de PC: o Ray Tracing.
Jogos de corrida foram feitos com foco em velocidade, então muitos detalhes passam despercebidos. Felizmente, Forza Horizon 6 também é um jogo para ficar passeando e apreciando os vários cenários com calma e, assim, perceber vários detalhes com mais facilidade.
Configurações do PC e do jogo
Vamos ao que interessa: como o game está rodando. Primeiro, dá uma olhada na máquina usada nos testes e configuração padrão usada no game:
Configurações do PC
- Intel Core Ultra 9 285K
- NVIDIA GeForce RTX 5070
- 32 GB de memória DDR5-5600
- 1 TB de SSD PCIe 4.0
Configurações do jogo
- Resolução: 1440p
- DLSS: Qualidade
- Gerador de quadros: desligado
- Preset gráfico: máximo (Extreme+RT para fins de teste, mas Ultra+RT é mais inteligente)
Forza Horizon 5 vs. Forza Horizon 6
Se retirarmos o Ray Tracing da jogada, até existe uma leve evolução gráfica natural, mas ela não impressiona tanto. Eu tive até que reinstalar o Forza Horizon 5, porque minha mente não lembrava mais e eu achava que se tratava da mesma coisa visualmente. O nível de detalhes entregue pelos dois games é bastante parecido, mas existe uma vantagem em FH6, embora difícil de perceber se uma comparação direta.
Forza Horizon 5 usa somente reflexos por Ray Tracing nos elementos refletidos nos carros, mesmo assim eles não são exatos como em Forza Horizon 6. O novo game tem reflexos melhores em toda superfície reflexiva. Além disso, existe iluminação global por RT também, trazendo iluminação e sombra mais exatas e realistas. Por isso, como podem ver no comparativo abaixo, FH6 é mais pesado.
Opções gráficas de Forza Horizon 6
Antes de partirmos para as opções gráficas, vale notar que, uma vez que o Ray Tracing está ativado, o método tradicional de renderização ainda pode ser ajustado, embora não faça nenhuma diferença. Em meus testes, percebi que se a opção padrão de reflexos no carro estiver no máximo, mas a variação com Ray Tracing também estiver ativada, ela é anulada. Nesse caso, não existe mudança gráfica, mas o peso no hardware acontece. Por isso, se for usar RT, deixe a opção padrão no mínimo.
Além disso, Forza Horizon 6 corrigiu algo bastante chato e presente no game anterior: agora é possível mudar as opções gráficas sem precisar reiniciar o jogo. E para facilitar a vida do PC gamer, algumas opções mostram as mudanças em tempo real, com uso do hardware e a taxa de FPS também, algo muito bem-vindo.
Reflexos
O impacto visual com o uso de Ray Tracing é considerável em relação ao jogo anterior. Tóquio, com seus vários prédios, ou ainda poças d'água, lagos, vidros de casas no interior, reflete tudo em tempo real. No modo foto, esses efeitos são consideravelmente melhores, até parece que se trata de Path Tracing com Ray Reconstruction, mas não é. Isso é para que a foto saia com o melhor visual possível.
Vale lembrar que, caso seu hardware não seja potente o suficiente para Ray Tracing, é possível aproveitar o game com reflexos tradicionais, embora esses entreguem um nível de qualidade bem inferior.
O fato é que reflexos por Ray Tracing transforma a experiência visual. Mesmo que você esteja a 250 km/h, se tiver uma superfície reflexiva no caminho, você perceberá na hora, bastante diferente de quando vemos os reflexos tradicionais por rasterização.
Iluminação global
Ray Tracing também entra na iluminação global, e essa feature pode passar batido, já que ela é mais percebida em ambientes mais fechados, na forma como a luz entra e rebate pelo lugar, alterando as cores também. Mas, sim, ela faz bastante diferença nessas situações específicas e quando você a percebe, não quer deixar de usá-la.
No entanto, em diferentes trechos, percebi artefatos se a iluminação global por Ray Tracing estiver no médio ou baixo, existe uma cintilação permanente dependendo da textura. Esse problema acontece mais comumente em árvores.
Outra opções gráficas
É inegável que as opções com Ray Tracing são as mais pesadas, exigindo até o uso de upscaling ou gerador de quadros, embora eu tenha visto artefatos com a segunda opção ligada. Opções como nível de detalhe do carro, geometria do ambiente, sombras noturnas (pelo farol do carro) e sombras padrões, entre outros, têm impacto consideravelmente menor.
Desempenho geral
Sem Ray Tracing, Forza Horizon 6 é relativamente leve. Em minha experiência, rodando o game em 1440p, com DLSS em qualidade e sem gerador de quadros, por conta dos artefatos que notei, consegui manter a taxa de frames entre 80 e 100 FPS, dependendo do trecho. Com frame gen, como é de se esperar, dá para alcançar 150 FPS ou mais. Em questão de preset, para variar, não jogue no máximo, é muito peso para pouco benefício.
A RTX 5070 até encara 4K, mas o problema são os 12 GB de VRAM. Aliás, esse é o maior problema do jogo, um desafio para placas de 8 GB. Na verdade, a GPU usada aqui não consegue lidar com o game no máximo em QHD, nem GPUs de 8 GB de VRAM em 1080p, a memória de vídeo vai estourar nesses cenários e haverá perda de performance. Enquanto testava, recebi a mensagem de que a VRAM estava cheia algumas vezes, então para quem quer aproveitar o visual do game de fato, 12 GB é o mínimo.