Preview House of Ashes | Jogo de terror traz mais claustrofobia e menos burrice

Preview House of Ashes | Jogo de terror traz mais claustrofobia e menos burrice

Por Felipe Goldenboy | Editado por Bruna Penilhas | 09 de Setembro de 2021 às 12h00
Divulgação/BANDAI NAMCO

Eu tenho um sentimento misto de amor e ódio por The Dark Pictures Anthology, série de jogos de terror cujas histórias são únicas e não têm relação umas com as outras. Embora eu ame o horror e as histórias interativas dos games, eu odeio a futilidade dos personagens e a simplicidade dos mistérios. Diferentemente do icônico Until Dawn, de 2015, Man of Medan e Little Hope se levam a sério demais em narrativas nem tão complexas assim.

Apesar disso, é claro que estou empolgado com House of Ashes, o terceiro jogo da série — e vibrei quando descobri que a história se passaria em um cenário de guerra. Outro detalhe bobo que me deixou contente: Ashley Tisdale (a Sharpay Evans de High School Musical) "emprestou" sua voz e rosto a uma das personagens jogáveis.

A convite da BANDAI NAMCO Entertainment, o Canaltech pôde testar a primeira hora do jogo antecipadamente. O lançamento está programado para 22 de outubro para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X, Xbox Series S e PC. Nossas primeiras impressões são muito positivas; confira o porquê nos próximos parágrafos

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O filme Abismo do Medo, mas no videogame

Personagens utilizam cordas para chegar a lugares de fácil acesso na caverna (Captura de tela: Felipe Goldenboy/Canaltech)

The Dark Pictures Anthology: House of Ashes se passa no ano de 2003, durante a Guerra do Iraque. Você controla membros de um esquadrão americano que, ao entrar em combate contra um grupo de guerrilheiros locais, acaba ficando preso nas ruínas de uma antiga civilização mesopotâmica. É claro que isso será mais perigoso (e mortal) do que parece.

Algo de errado não está certo... (Captura de tela: Felipe Goldenboy/Canaltech)

O fato do jogo se passar na Guerra do Iraque chamou minha atenção positivamente porque gosto de histórias de guerra, mas, ao mesmo tempo, me deixou aflito: tudo o que não precisamos é de mais um jogo com propaganda militar norte-americana, que coloque os estadunidenses como os salvadores do mundo. Não pude tirar conclusões em apenas uma hora de jogo; portanto, deixemos essas conclusões apenas no review completo.

A atmosfera do game me lembrou o filme Abismo do Medo, de 2005, em que um grupo de amigas ficam presas em uma caverna e são atacadas por criaturas humanoides. O longa é escuro, claustrofóbico e com referências à paranoia, e House of Ashes me passou as mesmas sensações. Os monstros, aliás, não serão os únicos inimigos a serem enfrentados, visto que o local ainda é ocupado por soldados inimigos.

House of Ashes traz a mesma atmosfera do filme Abismo do Medo, de 2005 (Foto: Divulgação/Lionsgate Films)

Personagens não são tão… burros?

Sempre achei a maioria dos personagens de The Dark Pictures Anthology idiotas: eles têm ideias questionáveis, falam coisas desnecessárias em lugares inapropriados e brigam por qualquer razão (mas acabam pedindo perdão). Porém, em House of Ashes, não controlamos civis comuns, mas sim soldados; por isso, espera-se que eles sejam um pouco mais inteligentes. Felizmente, nenhum deles agiu de maneira estúpida por enquanto, o que já é uma vitória.

Cada personagem tem sua própria personalidade; contudo, suas decisões a afetam diretamente (Captura de tela: Felipe Goldenboy/Canaltech)

Por outro lado, como os personagens são mais frios e menos expressivos, talvez seja mais difícil para o jogador criar empatia por eles. Dessa forma, se um deles morrer, não ficaremos tão impactados.

Ao todo, serão cinco personagens jogáveis: Jason, Nick, Eric, Rachel (a nossa Ashley Tisdale) e Salim — este último é o único não americano no grupo. Todos eles têm suas próprias personalidades, mas o jogador pode afiná-las de acordo com suas escolhas pelo jogo.

Preciso confessar: eu não teria reconhecido a Ashley Tisdale se o nome dela não tivesse sido divulgado antes (Captura de tela: Felipe Goldenboy/Canaltech)

O mesmo de sempre, mas um pouco melhor

Todas as mecânicas de gameplay dos jogos anteriores da franquia estão de volta: os quick-time events (quando o jogador precisa apertar um determinado botão rapidamente), a exploração lenta, as premonições, e as escolhas, as quais podem afetar completamente o rumo da história e a sobrevivência dos personagens.

Em certos momentos, para se esconder, o jogador precisa apertar um botão conforme os batimentos cardíacos do personagem (Captura de tela: Felipe Goldenboy/Canaltech)

Não vou descrever muito os acontecimentos para evitar spoilers, mas, durante a primeira hora, eu: matei um personagem por sufocamento (foi um acidente, eu juro!), escolhi o caminho mais “seguro” para escapar de um inimigo e escolhi não abandonar uma colega — embora o jogo tenha me induzido a fazê-lo.

Mas talvez a maior melhoria de todas seja a câmera: em alguns momentos, ela deixa de ser fixa e se acomoda atrás ou sobre o ombro do jogador. Além de deixar a movimentação dos personagens mais fluída, isso ajuda no controle da lanterna. Também senti que a sensação de claustrofobia e isolamento aumentou, já que é extremamente difícil enxergar qualquer coisa sem a lanterna. Destaque ainda para os gráficos bonitos e animações incríveis.

No escurinho da caverna (Captura de tela: Felipe Goldenboy/Canaltech)

Pela primeira hora que pude jogar, posso afirmar que o jogo parece interessante e promissor. Torço, apenas, que o roteiro não coloque tudo a perder. Bateremos o martelo em 22 de outubro, quando The Dark Pictures Anthology: House of Ashes for lançado para PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X|S e PC.

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