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Preview Crisol: Theater of Idols | Novo estúdio espanhol traz proposta criativa

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Vermila Studios
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Ideias diferentes em games sempre são bem-vindas, e quando a produção sai do circuito tradicional da indústria, melhor ainda. Crisol: Theater of Idols é o primeiro jogo do estúdio espanhol Vermila, distribuído pela Blumhouse Games, e que já chega para Steam, PlayStation 5 e Xbox Series no dia 10 de fevereiro. O Canaltech teve a oportunidade de testar o game e aqui conto minhas impressões.

O jogo traz ambientação baseada na Espanha, chamada de Hispania, mais especificamente uma versão distorcida do país europeu, e traz ação e terror na perspectiva em primeira pessoa. O trecho disponibilizado para teste acontecia em um momento um pouco após o início da experiência. Por isso, o foco aqui é a proposta, principalmente, em termos de gameplay, já que ainda não tem como avaliar aspectos como história, progressão, mudança de cenários e por aí vai.

Crisol: Theater of Idols tem boas referências

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Crisol: Theater of Idols me lembrou Lies of P logo de cara. A ambientação europeia sombria, com inimigos que não são monstros ou humanos, mas estátuas, me remeteu ao soulslike do Pinóquio. Além disso, o game "tem um quê" de Bioshock e Resident Evil Village também. Todas essas referências foram confirmadas pelo CEO e fundador do Vermila Studios, David Carrasco, durante nossa conversa.

Para mim, isso tudo é muito bom, pois são ótimas referências que adicionam ainda mais a essa atmosfera tenebrosa desse tipo de ambientação, e isso é importante já que o game tem uma pegada de terror em geral, apesar de que o trecho que joguei não foi necessariamente aterrorizante.

Os ambientes são bem feitos, desde os cenários externos e mais abertos, até os ambientes fechados. Tudo é cheio de detalhes com texturas em alta resolução, ótimos efeitos de iluminação. É como se fosse um jogo AA, mas que não fica devendo muito para grandes produções. E isso se reflete também nas animações, seja dos inimigos, ou do próprio Gabriel, o protagonista, em primeira pessoa. Tudo é muito fluido nesse aspecto.

Mecânica de sangue é maior destaque do jogo

E isso, claro, reflete no gameplay. A movimentação é boa, as interações, como movimentar uma alavanca ou abrir uma porta, são orgânicas e bem animadas. O estúdio Vermila se importou com cada um desses detalhes e é super válido enaltecer isso, especialmente porque o estúdio é pequeno.

Mas o que mais me chamou a atenção é a mecânica de sangue. Até onde pude ver, esse é o maior destaque de Crisol: Theater of Idols. Gabriel, por algum motivo que ainda não sabemos, usa seu sangue como munição para suas armas. Isso traz uma tensão extra, já que é preciso ficar esperto com o dano causado pelo inimigo e também pela drenagem causada pela munição das armas.

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Em alguns momentos, me peguei recarregando as armas sem me preocupar, e quando eu percebia, estava por um triz de morrer, com a vida lá embaixo. Essa mecânica adiciona uma tensão extra e achei super interessante, algo que não lembro de ter visto em outros jogos. Ou seja, ideia original e genial.

Gabriel pode se curar de duas formas: através do item comum que é uma seringa com sangue, ou extraindo sangue de seres mortos pelos cenários, como seres humanos ou animais.

Volto aqui a mencionar as animações. Cada arma tem animação única para recarregar a munição sangrenta, claro, como todo FPS, mas com um detalhe: todas envolvendo colocar a mão em espinhos que extraem o sangue. E o mais interessante é que essa animações são muito similares a como se fosse uma pistola, shotgun ou sniper normais, um toque muito interessante e adiciona mais na imersão.

Combate segue o básico do gênero

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Em relação ao combate, eu achei bom em geral. Enfrentei o que parece ser os inimigos principais, que são as estátuas do tamanho de um ser humano, outros que voam (parecidos com anjos-bebês) que disparam projéteis, além de uma estátua gigante que é o stalker do jogo. Essa mesma criatura está na demo disponível no Steam, e já apareceu em trailers também.

Sobre os inimigos normais, eles usam armas brancas (às vezes aparecem com dinamite na mão) e atacam mesmo sem a cabeça. Já o stalker parece ser indestrutível, pelo menos às armas comuns. Sobre ele, tenho uma observação que repassei ao diretor do jogo: você precisa fugir desse inimigo e entrar em qualquer ambiente fechado resolve, mas parece que ele tem uma memória que dura três segundos.

Isso porque, logo que você entra em local menor e aberto, como um contêiner, o stalker logo se esquece de você e passa a procurá-lo pelo cenário, sendo que ele consegue vê-lo dentro de um local assim. Isso o torna um tanto desinteressante e isso é ruim, já que ele o perseguirá por boa parte do jogo.

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Bem otimizado mesmo feito na Unreal Engine 5

Essa demo foi testada na versão de PC e eu achei que o Vermila Studios fez um bom trabalho na otimização, principalmente por se tratar de um jogo feito na Unreal Engine 5. Aqui em uma RTX 5070, Core Ultra 9 285K, 32 GB DDR5 e SSD NVMe PCIe 4.0, o game rodou em 1440p acima de 60 FPS (na maior parte do tempo) com os gráficos no máximo e sem upscaling.

Não tive problemas com o famigerado stuttering dessa engine e as pouquíssimas quedas que tive para menos de 60 FPS foram em áreas abertas com chuva, que derrubavam o desempenho para a casa dos 50 FPS. Por enquanto no lançamento, o game chega com suporte a somente o upscaling XeSS da Intel, mas existe a promessa de suporte ao NVIDIA DLSS e AMD FSR posteriormente.

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Crisol: Theater of Idols é uma proposta bastante interessante, principalmente vindo de um estúdio que está estreando e que é pequeno (Sandfall com Clair Obscur é um exemplo recente). O game chegará custando somente R$ 54,99 e terá 10% de desconto na versão do Steam em sua estreia no dia 10 de fevereiro de 2026.

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